Luiz, eu fui diagnosticada com síndrome de Asperger aos seis anos de idade.
Andressa Faria de Almeida
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Oi, Andressa Faria de Almeida. Senti um pouco de inveja da sua história, se é que você me entende. Eu apenas soube dessa minha condição recentemente. Daí você imagina toda uma vida de conflitos, lutas, relacionamentos frustrados, cobranças, etc. Nesse texto eu não relatei, mas primeiramente fui diagnosticado com TDAH — isso já durante a faculdade — e iniciei o tratamento para tal. Não sei se você conhece o tratamento para TDAH, mas basicamente tomamos alguns tipos de remédios que ajudam a mantermos o foco. Acontece que esses remédios não são recomendados para autistas/asperger, pois eles potencializam os sintomas dessas síndromes/transtornos. Então, acho que você pode imaginar o tanto de conflitos que passei ao tentar tratar um transtorno com uma medicação que potencializava um segundo transtorno que nem ao menos sabia que possuía.

Além disso, e também deixei omisso no texto, tenho um irmão que já é diagnosticado com autismo. No caso dele é mais severo. Ele é um autista não-verbal e bastante dependente. Inclusive, revistando a minha história de vida, acredito que o fato dele ter sido diagnosticado logo cedo e as atenções da família terem se concentrado nele acabou me deixando à margem. Claro, não estou aqui passando a culpa para ninguém. Entendo que a situação dele era mais perceptível. Além disso, meus pais não possuíam a instrução necessária para lidar com uma criança assim. Até mesmo pelo fato da Síndrome de Asperger ser bastante difícil de ser diagnosticada. No meu caso, o TDAH sempre se sobressaía ao Asperger — o que é bastante comum em casos assim.

Enfim, esse não é um momento de remoer o passado. Em outra ocasião farei um texto explanando melhor essas facetas que omiti aqui.

E foi bom saber sobre você. Se estudássemos na mesma escola, andaria contigo no recreio. Abraços! ;)

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