Até logo
Era uma quarta-feira, por volta das 21h. Tinha algo de tenso que pairava no ar. Minutos antes, a Ana Dubeux tinha chegado na minha mesa e falado: "Prisco, vamos ficar atentos, o Niemeyer piorou bastante". Dito e feito. Minutos mais tarde, o telefone tocou. Era o Roberto, ligava do Rio de Janeiro e cravou: "Cara, a assessora passou aqui. O Niemeyer morreu, eles vão preparar a sala para a coletiva". Desliguei o telefone, gritei para a Ana, que tinha acabado de abrir a porta da sala da primeira. De lá, ela disse uma frase que nunca esqueci: "Prisco, então mate".
Depois disso, tudo foi meio caótico. Em cerca de 20 minutos, trocamos toda a capa do site, publicamos dezenas de matérias, galerias de fotos e… corremos para as redes sociais:
Naquele dia caótico, eu tive uma certeza: esse negócio de jornalismo, principalmente, o on-line é uma coisa que realmente apaixona. Vicia mesmo, sabe.
Com orgulho, afirmo que, até hoje, toda minha carreira foi no Correio Braziliense. Por aqui, trabalhei no site e no impresso. Aprendi muito, errei um bocado, e fiz reportagens que muito me orgulharam.
Foi aqui, também, que fiquei conhecido como o ~temido do plantão~. Sempre uma emoção, né migos? A lista de celebridades que eu ~matei~ é grande: Amy Winehouse, Whitney Houston e Roberto Bolaños (entre — vários- outros).
De todas essas histórias, a mais engraçada foi a do Gabriel Garcia Marquéz. Estava de férias, fui ao banco e aproveitei para passar na redação e dar um alô. Pimba! Gabo morreu. Pois é, amigos, vocês têm razão: acho que eu sou meio pé frio.
É isso aí!
Essas histórias vividas nessa redação é que nos fazem sentir saudades na hora de ~ir embora~. Com todos os erros e acertos, o Correio foi, ao longo desses últimos anos, uma escola, da qual levarei amigos para a vida toda.

Agradeço a Ana Dubeux, ao Calexa e, é claro, ao Zé pela confiança. Ao Botão, ao Fred, a Ana Letícia, a Likemoto, a Thais, a Jacque e o todo mundo do site pela parceria. Ao Ataíde, que, mais que um companheiro de trabalho, é um grande amigo. Aos colegas de fechamento, como o Igor e o Vini, a Adriana Izel (meu braço direito no Diversão & Arte on-line), e a todos os repórteres (estagiários inclusos rs) da equipe de Cultura — vocês são fodas! E, como não lembrar, da galera do Puxadinho!
Saio hoje, com o sentimento claro de que um dia posso voltar, que aqui conheci amigos de uma vida toda (Como as fotos mostraram. Elas também provam que sofro de um processo crônico de indecisão capilar). Um muito obrigado aos colegas das outras editorias, ao pessoal do apoio, do transporte, da limpeza, da Tia Tona.
Enfim, encerro com a certeza do orgulho de ter feito parte desse time!
Um grande beijo,

Prisco (Killer) ;)
P.S.: Jamais mandaria um simples e-mail!