Soneto do Reconhecimento
Aug 23, 2017 · 1 min read

A minha eterna gratidão a alguém, que não sei quem
Que me dá duas hora de busão e me tira num instante
Que me faz passar um frio, destes meio congelantes
Que não me priva do povão e das manias irritantes
O meu muito obrigado a alguém, que não sei quem,
Que me aproxima dos distantes, me fazendo tolerante
Que me ensina o meu espaço, destes meio itinerantes
Que me explica os olhares, e ações beligerantes
Eu agradeço, portanto a alguém, que não sei quem
Que me faz ver, no anoitecer
Que me faz reconhecer, sem merecer
Eu não sou o escolhido, afinal, por que haveria de ser?
Que entre todos os que por mim passaram no entardecer
Que não seria um Deus a privar os outros e a mim escolher