Soneto do Reconhecimento

Luiz Mourão
Aug 23, 2017 · 1 min read

A minha eterna gratidão a alguém, que não sei quem

Que me dá duas hora de busão e me tira num instante

Que me faz passar um frio, destes meio congelantes

Que não me priva do povão e das manias irritantes


O meu muito obrigado a alguém, que não sei quem,

Que me aproxima dos distantes, me fazendo tolerante

Que me ensina o meu espaço, destes meio itinerantes

Que me explica os olhares, e ações beligerantes


Eu agradeço, portanto a alguém, que não sei quem

Que me faz ver, no anoitecer

Que me faz reconhecer, sem merecer


Eu não sou o escolhido, afinal, por que haveria de ser?

Que entre todos os que por mim passaram no entardecer

Que não seria um Deus a privar os outros e a mim escolher

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