FUCKED UP

é insano chegar aqui de novo. E de novo. Eu permaneço presa nessa locomotiva sem rumo que e minha vida, e pelo visto, tem uma parede a seguir, onde eu provavelmente vá bater.

Quando foi que eu me perdi? Que não me atentei pro que viria a seguir? Quando foi que eu decidi começar a devolver pra vida tudo que ela vinha me dando, que comecei a revidar e foda-se quem passar no meu caminho? São dezenas de horas presa na minha cama, refletindo, chorando, rindo desesperada e transformando traumas em piadas, o que faço de melhor. São dias inteiros em que sou incapaz de levantar daqui e encarar a vida. Dias importantes e ao mesmo tempo inúteis.

Meu quarto esta uma zona, tal qual a minha cabeça. Algumas lembranças vem e vão, passando de belas cenas e momentos pra um nada, um vazio absoluto em uma memória que vem sendo constantemente fodida, muitas vezes por mim mesma. São muitas noites enchendo a cara pra dar conta de acordar no dia seguinte, porque planos e objetivos já se tornaram lembranças de um passado confuso. Que eu já nem sei mais como me importar, e me portar.

São milhões de horas me sentindo sozinha mesmo sem estar. São infinitas más escolhas porque eu simplesmente já não sei mais o que vale a pena, porque conceituar famoso “certo” e “errado” já não faz o menor sentido. Cada um sabe das merdas que tá passando, e não há ninguém mais que possa julgar isso.

São mais minutos aqui, escondida atrás dessa tela e desse teclado, esperando alguma coisa mudar, seja em mim, seja na vida, seja uma mágica ou um milagre. Mais tempo. Menos tempo.

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