como quiser

Começou quando seu/meu brilho não me/lhe importava mais
quando sua mão na minha, não mais me esquentava o coração
eu tentei… chamei atenção, quis mudar, queria a chama acesa… o silêncio já não parecia-me/lhe reconfortante, fazia-se constrangedor e eu não soube lidar
lembro-me das noites longas, vividas em conversas austeras e em chamas. ouvíamos nosso cantor preferido, ainda que algumas musicas fossem novas pra nós dois. Escolhemos inovar juntos
Lembro quando nos conhecemos e o calor dos nossos corpos era suficiente pra aquecer uma noite fria de inverno. Sem lareira.
Não sei o que mudou. Ele não me/se encanta mais.
Passaram horas, dias enquanto ensaiava meu/seu discurso de adeus. Não conseguia lidar com a situação de modo cotidiano, e foi notado. Por nós dois. Havia acabado.
Choramos. O sal que escorria em nosso rosto, não fora suficiente pra temperar nossos últimos momentos. Questionamentos surgiram, como era esperado e um tempo foi imposto em nossos corações.
Decidimos afastar as mágoas do nosso encanto e esperar pro reencontro acontecer. Longe, secamos o rio. Em cada margem observamos, como quem espera o milagre da maré encher.
Essa crônica/ texto, não sei bem onde se encaixa foi escrito com uma inspiração em algo muito sutil : no eterno “encantamento” de um relacionamento.
Se lhe trouxe memórias à tona, gostaria de saber. Às vezes escrevemos e tocamos o coração das pessoas sem nem saber.
Obrigada pela leitura