Uma explosão constante

Às vezes a cabeça pede para parar, enquanto o peito acelera. Tudo o que eu queria era calma, tranquilidade. Às vezes os pensamentos se misturam e a bagunça faz morada, mesmo sem receber convite. E, na maioria das vezes, o que a gente precisa é de um ombro amigo, alguém que esteja pronto para nos acolher, ouvir nosso silêncio e sentir nossas lágrimas. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém que seja diferente de tantos normais, de tantos comuns. Que faça a gente ter certeza de que não incomoda contando nossos problemas e confusões. Que mostre interesse em permanecer, quando todos se afastam por medo dos meus sentimentos.
Quando a guerra chega, eu sinto que é hora de sair e procurar um lugar que traga paz. Os abraços são ótimas opções, falo por experiência própria. Sabe aqueles segundos (ou, por sorte, minutos) que te fazem sentir a pessoa mais especial do mundo? Pois é, eles conseguem aquietar meu coração e parece que a paz reina novamente aqui dentro. A guerra não cessou, mas tenho a impressão de que existem pessoas que conseguem amenizar a dor, e eu só queria ter essas pessoas pertinho sempre. Afinal, minha cabeça pode estar explodindo, mas as estrelinhas — apelido que eu dou para as poucas pessoas que me iluminam de verdade — conseguem encher bem mais o meu coração.
