A trave diante de mim

Lucas Plácido
Nov 3 · 2 min read

Meus ossos se quebram perante a santidade do Salvador, pois é revelado-me como sou, rebelde contra o Criador. Sinto-me esmagado pelo peso do pecado, meu coração encontra-se aflito, minha alma se corrói de dor, desesperado eu fico por merecer o castigo divino.

Então clamei, agonizando e com medo gritei: Faça cessar sua ira sobre mim, ó Senhor. Foi quando num dia escuro e tenebroso, Sua Luz brilhou acima de toda a minha escuridão.

Estava sufocado, um fardo pesado e insuportável carregava. Como um leproso minha pele estava. Meu corpo exausto e abatido foi renovado. O Senhor soberano socorreu-me, aliviado estou, seu perdão me regenerou.

Todavia, perante tudo que enxergo, há um obstáculo que nunca sai, não acaba, parece não ter fim, a minha podre condição, essa trave diante de mim.

Eu mudo de direção, percorro outro caminho, todavia, ela sempre está aqui. Inutilmente tento retirá-la, meus braços e esforços nada conseguem, senão deixá-la nitidamente mais visível aos meus olhos.

Inevitavelmente a trave continua diante de mim, e mesmo sendo atormentadora, ter a ciência de que ela está a minha frente, poder vê-la, faz-me crer na necessidade pelo Senhor, para até o fim perseverar pelo poder Dele que em mim continuará a se aperfeiçoar.

    Lucas Plácido

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