2015 foi um bom ano para o faroeste

Para quem gosta de faroeste (ou western, ou bang-bang) 2015 foi um ano bem interessante no cinema. Eu, que não tenho predileção pelo gênero a ponto de procurar por qualquer filme lançado, vi cinco bons filmes lançados em 2015.

Slow West, de John Maclean, é um panorama da crueza do oeste norte-americano, visto pelos olhos de um jovem irlandês que vai perdendo aos poucos a inocência a respeito da vida e do Novo Continente. É um road movie que explora cada um dos seus cenário e pinta um oeste diferente do deserto, mas povoado de árvores, montanhas, neve e até uma plantação de trigo.

Bone Tomahawk, de S. Craig Zahler, é um filme tecnicamente muito aplicado e com um elenco afiadíssimo. Kurt Russel está ótimo como o xerife. Patrick Wilson, Matthew Fox (quem diria) e Richard Jenkins muito bem nos seus papéis. O filme tematicamente remete aos primeiros westerns, o que gera um certo incômodo, mas num determinado momento do filme, uma personagem fala que todos ao redor dela são idiotas por terem tomado as decisões que tomaram, e ali eu resolvi meu incômodo. Não é só a vida no oeste, mas a inevitabilidade do curso das ações daquelas pessoas, por mais violentas ou estúpidas que elas sejam.

Os demais filmes dispensam apresentação. Mad Max, um filme de perseguição no deserto que bebe da fonte dos faroestes. Os oito Odiados, um filme um filme dividido em duas partes, a primeira perfeita, e a segunda metade é só mais um filme do Tarantino. E O Regresso, o filme que eu menos gosto de todos eles, porque é poderia ser um grande filme, mas vira uma egotrip de um diretor.

E eu já ia esquecendo de Fargo. A melhor série da atualidade teve na sua segunda temporada uma série de referências ao gênero, com direito a muitos tiroteios, perseguições e até um índio rastreador.

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