Compreensão-pouca

Quieto como vento

leve como as folhas secas

o som que rasga o cimento

à minha lucidez.

Penso como é raro alguém nos entender

e no quão incompreensivo é o ser humano:

confia, luta, ama e esquece;

esquece de amar a si mesmo

não luta por quem corre verdadeiramente ao seu lado

diz que não é digno de amar a si mesmo

e se faz de refém;

não confia em ninguém a não ser em seu próprio ego

e corrompe sua alma pelo seu jeito de ser.

A tarde traz um tom alegre ao dia

o canto do pardal, a cadela a passear,

uma senhora lavando a calçada

e cá estou a pensar

na sombra do meu ser

o quão inútil eu sou

a tentar explicar o meu ver;

não terá sempre alguém que irá te ouvir cantar

as mais belas ideias que somente eu

acho corretas…

Mas a vida é assim:

cada qual com seu mundo,

com suas ideias e percepções.

Entretanto a virtude humana está mesmo presente

no escutar diferentes opiniões

e agregá-las ao teu ser.

Está no não ter medo de mudar

e no demonstrar que a mudança é essencial

e é mais do que vital

para que se possa viver em sociedade

com as mais diversas opiniões

presentes em nosso cotidiano;

pois o dia é frio

e o sol pouco aquece no outono

as folhas deveriam amarelar e cair

mas em todo lugar há uma história diferente

maneiras de se adaptar

e coisas a se pensar

como eu penso,

neste outono,

o quão difícil é fazer alguém nos compreender.

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