Eis-me aqui e me fazes de tolo.

Digo isto porque acendes um pequeno pavio em meio às estalactites do meu coração.

Há tempos esse inverno me amedronta, dia e noite.

Noite e dia. Sem cessar.

Procuro nos mais diversos lugares uma verdadeira chama que possa me acender, trazer de volta o belo amanhecer da primavera, fazer todas as flores abrirem-se, fazer os animais todos amarem-se.

Mas cansei. Cansei de procurar.

Já me vi em diversas situações que nem sei mais na qual encontro-me. Estou a mercê daquilo que posso ter, que estou a merecer.

Talvez seja você. Essa chama, que irá me acender, juntamente com você. Talvez isso não ocorra rapidamente. Pois até mesmo uma grande queimada leva tempo pra ser em grande escala. E tudo destrói.

Mas, tudo passa. Tudo passará. E tudo cresce novamente, devagarinho, mas temos a ciência que crescerá. E o que era antes belo será magnífico como a alvorada dessa possível primavera. Esta, pois, está em suas mãos.

Em você. Na sua decisão de se permitir à mim. De nos permitir. De criar um só nós.

De criar nós. E que sejam difíceis de desatar. Pois é com você que eu sempre quero estar.

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