Me sinto inquieto

Quieto como o céu lá fora
Nublado, sem vento, nem pássaros.
Meio incompleto, sujo, sem cor
Sem qualquer forma, uniforme
Enquanto a luz solar dorme..
E isso só faz com que a minha dor
De não saber o que sinto ou
Deixo de sentir, de qualquer maneira,
Varie em função das diversas constantes
Nesta segunda-feira.
Em alguns instantes
Penso em como eu seria
Se eu me atrevesse
A só viver, e só.

Por que é que tem que ser assim?
Por que o meu desejo não tem fim?

Isso é uma questão que possui fim!
Questão na qual ainda estou à procura
De saber quem é que corre ao meu lado
Quem que é ajuda ou destrói o meu estado.
Perguntas ecoam na minha mente
Perguntas que nem sei quais são
Coisas que eu e nem a gente entende
E tentamos compreender.
São coisas alheias
Parecidas com sereias:
Só existem em nossa imaginação
Mas mesmo assim
Influenciam em nossas ações,
Damos sermões à nós mesmos
Naquilo que é insignificante.
Queria ser um pássaro
E voar para transparecer
Os pensamentos
Voar e planar,
Sentir o vento, quente e frio
Voar e planar...
Sentir as nuvens
As gotículas de água penetrarem
Em minhas narinas
Sentir o prazer de ser um só,
Pássaro e vento
Vento e pássaro.
Sentir o prazer
De não mais andar
E ter que sempre atar
Os cadarços ao pisar no chão.
Sentir o prazer
De não possuir
Mais explicações
Para descrever
O que sinto
Ao te ver.
Pois não consigo saber
Se é algo bom de se sentir
Ou se é algo mortífero
Como o carbono
É em sua grande e descontrolada
Emissão.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.