Talvez.

Às vezes me sinto subestimado
E jogo-me aos lado
Sem noção do que fazer,
Ou do que chegarei a ter.
Talvez tudo melhore,
Talvez nada mude,
Talvez eu seja destinado a viver assim,
Talvez eu tenha mesmo que pôr um fim.
Mas, me pergunto:
O que posso fazer por mim,
Se nem você está a fim
De se permitir aos confins
Do meu grande-pequeno coração?
É grande pois, cabe você.
É pequeno pois, não sei dizer.
Só posso sentir as coisas que sei
Que tenho certeza de que possa se
Realizar.
Às vezes, prefiro omitir
Mas na maioria das vezes, eu gosto
É de me suprimir
De você, mesmo sem você me querer.
Talvez você não perceba
Talvez eu tenha mesmo que mudar
E te deixar, mesmo sem eu ter ao menos te amar
Ou mesmo sem ter visto o teu olhar
Bem de frente, no meu abraçar.
Quisera eu poder te sentir
Em meus braços.
Aquecer os lençóis
Criar diversos sóis em um só dia
Que nos contagia
E fazer-nos saltar, gritar de alegria.
Talvez isso só esteja ocorrendo em meus pensamentos.
Talvez eu não tenha de mudar.
Talvez eu tenha mesmo de sonhar.
Talvez você perceba
E se perceber
Já raiou o alvorecer
E você não tenha mais que me merecer.