Em frente … é Natal!

Onde foi parar o espírito de natalino?

Todos lembraremos de 2015 como um ano de desafios, um ano que a econômia brasileira passou por dificuldades, quedas nos índices de desempenho, um sentimento geral de descontentamento com relação à ética na política e desemprego que cresceu assutadoramente. É, não foi fácil mesmo para quem sofreu na pele um problema como o desemprego, pessoalmente ou de algum parente próximo ou o amigo que se encontra nesta situação. E, infelizmente, não são poucos assim.

Além dos custos que foram cortados com despesas e redução de postos de trabalho parece que também houve cortes nos sentimentos. Andei pelas ruas da minha cidade para ver as decorações de natal e cadê? tudo muito tímido, parecia que além do corte no valor/tamanho da decoração o corte atingiu o espírito do natal, eu via muito desanimo e cansaço e muitas pessoas ainda me questionavam "mas vai comemorar o quê? tá doida em gastar dinheiro com decoração? isto é muita ostentação" e mesmo quem não estava com o bolso comprometido, apertou o cinto e deixou de consumir com medo de ficar sem ou com medo de parecer ostentar. As decorações sumiram, os presentes diminuiram e pior, o sentimento também sumiu.

Eu não estava em busca da maior decoração, da mais cara, da mais luxuosa, nada disto. Na verdade, se fosse a mesma decoração do ano anterior, se fosse algo menor, se fosse feita com material reciclado sei lá não tinha o menor problema. Na verdade, eu estava procurando as pessoas, o espírito do natal que elas carregam, a alegria de passar por um lugar observar as crianças, as pessoas interagindo e sair contaminada pelo espirito revigorador do natal pensando na família, nos amigos que iria reunir e não necessariamente quanto iria gastar e o que iria comprar. O clima que observei pelas ruas era sizudo e cinza como muitos dias de chuva que fez por aqui.

Poxa… é natal! E natal não é apenas consumo. Natal é união, natal é compartilhar. Vamos compartilhar bons sentimentos de esperança, compartilhar sorrisos, compartilhar festas! Ora porque não? Se este ano minha ceia vai reduzir então, de repente, se somar à ceia do parente ou do amigo podemos ter uma festa maior. Juntos. E, além de compartilhar a comida e alegria poder levar alegria e animação pra quem não está encontrando motivos para comemorar.

O importante é não perder a essência, não esquecer que somos maiores que um sapato novo, que uma viajem pra Paris. Que hoje não deu mas amanhã vai melhorar e não apenas porque alguém vai mudar isto mas porque você é quem vai ajudar esta transformação acontecer e vai sair mais maduro. É muito difícil não se contaminar com o astral sizudo e preocupado, aliás, nao estou dizendo pra esquecer ou deixar prá la tudo que está acontecendo mas é não deixar o medo dominar porque se ele domina a gente não cosnegue agir e mudar aquilo que não está legal. É como diz umas das frases que rola pela net de autoria que desconheço porém adoro lembrar: "em frente ou enfrente!"

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