“Quais são os quesitos que determinam se uma banda é boa ou ruim? O que é qualidade?”
Luis Calil
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Isso eu entendi velho. Talvez tenha me expressado mal. Não se trata de preço e sim de querer pagar. E, sim, o trabalho de um músico deve ser reconhecido como resultado, independente de gostar ou não do som. Digo, se você aceitou ir para ver, pague por isso. Outro ponto é que todo gosto é uma construção social e que a mídia ou grupos empresariais que têm interesse num determinado estilo investem muita grana na divulgação de tal música ou artista. Que banda iniciante teria 60.000 para tocar numa rádio? Ou tocar num programa como o Domingão do Faustão? Isso não é acessível a todos. Outro ponto: muita gente vai “na onda”, vai pela preferência da maioria. Outro ponto: não existe aula de música nas escolas, o que dificulta na variedade de músicas ouvidas na escola. O que existe é, sim, um monopólio dos “gostos” e seria muito exigir que as pessoas se dispusessem a ouvir coisas novas entendeu? Não é somente a expectativa ou o gosto. Por exemplo, há pessoas que não pagam couvert artístico, mesmo tendo curtido a noite inteira. Por isso que aqui em Salvador e acredito que em muitos lugares no Brasil as pessoas não têm hábito de ir ao teatro, por exemplo. Claro que toda banda deve se adaptar ao meio, mas diante desse sistema fica mais difícil, pois bandas alternativas geralmente não têm capital inicial suficiente para se divulgarem, principalmente nas rádios que ainda é um forte meio de divulgação.

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