A Regra dos 10% #008

Olá, Essa é a minha primeira tentativa de tradução aqui no Medium.
O artigo A regra dos 10% foi originalmente publicado por Eric Heiman.

Hello, This is my first attempt of translating an article here on Medium.
The 10% Rule was originally published by Eric Heiman.

No começo da minha carreira no design, a principal e mais prestigiada empresa de design de São Francisco me contatou para conhece-la e conversar sobre uma oportunidade de trabalho. Eu tinha um imenso respeito pelos projetos dessa empresa e sabia que essa era uma oportunidade rara, que já mais teria outra vez. Durante a entrevista o diretor se interessou em mim, e me prometeu autonomia nos meus projetos e concluiu com uma oferta de trabalhar em qualquer projeto que me interessa-se disponível em sua parede na frente de sua mesa. Fiquei Interessado.

Eu também notei — que esta firma é do outro da rua de um lugar que já tinha trabalhado na época — que os funcionários designers ficavam até tarde quase toda noite. Seus carros estavam sempre no estacionamento quando eu e meus colegas de trabalho já tínhamos saído de casa para comer algo e beber uma (ou duas) garrafas de cerveja em um pub por perto. Eu fui sempre um trabalhador esforçado e disposto a fazer hora extra sempre que precisar, mas eu tinha também começado a dispensar alguns freelas na minha agenda para deixar as minhas sextas-feiras livres e então poder trabalhar em um projeto artístico caseiro. E mais importante, eu estava comprometido com um novo romance, que eu queria manter por mais tempo. Com cuidado eu considerei a oferta da empresa, e conclui que não importa quão boa seja essa oportunidade, Eu simplesmente não queria desistir das minhas sextas ou pôr em risco meu relacionamento.

Então eu recusei.

Eu nunca vou saber como seria minha carreira de designer se eu tivesse dado meia volta e aceitado a oferta, mas com confiança eu digo que minha jornada criativa excedeu minhas expectativas — e que o relacionamento citado está completando doze felizes anos de casamento. Tudo isso graças a minha “regra dos 10%”.

A regra dos 10% é realmente simples: Não importa quanto você ama design, não importa quão imensa seja sua ambição pela carreira de design, sempre deixe de lado 10% da sua vida para algo não relacionado com design. Eu tirava 9/8,5 na escola de design — Eu amava meu curso, madrugava, e fazia bons trabalhos. Mas toda quinta-feira a noite eu ia na balada com amigos, para escutar o DJ Andrew Jervis no churrasco do Nickie em Lower Haight. de vez em quando eu faltava as reuniões do meu curso de Tipografia II para ir assistir algumas apresentações no Castro e no teatro Roxie. Eu nunca desperdiçaria uma viagens de um ou dois semestres muito mais enriquecedoras do que qualquer escola. (Desculpe, pedagogos).

Eu tento lembrar desse regra todo tempo que minha vida de designer sobrepõe tudo, não importa o tamanho da recompensa ou quanto meu ego cresça. O Livro sem originalidade, meu primeiro volume é um grade sucesso repleto de reconhecimentos e elogios, foi quase uma tragédia, por eu acabar tentando mostrar tudo de uma vez só. Eu sinto orgulho pelo design do livro e de todo trabalho duro para que tornasse realidade, mas minha vida e saúde foram imensamente abaladas. Muitas noites e finais de semana sendo consumidos pelo projeto. Logo depois de finalizado, tive um troço enquanto finalizava demandas de outro trabalho, Eu fui parar no quarto de emergência em pânico, com o coração saindo pela boca e com dores no peito.

Felizmente, a causa foi apenas por muito café — Eu não tomava derivados de cafeina por mais de 15 anos antes de consumir compulsivamente durante o projeto — Mas a moral dá historia foi muito clara: Já estava na hora de dar um passo para traz e recalibrar um pouco melhor a balança entre vida e trabalho. (Faça o que eu digo, não o que eu faço. A ultima vez que eu ignorei meu próprio conselho, eu precisei de 7 meses de férias do trabalho para aprender como descansar adequadamente.)

A regra também funciona em uma escala menor. Eu tento separar 1 hora do meu dia de trabalho para ler, escrever, escutar musica, ou apenas deitar e não fazer nada durante o dia, livre de tecnologias e prazos. O resultado deste ritual é minha mente relaxada o suficiente para surgir mais momentos “eureka” proclamadas nas melhores ideias de design que raramente surgem na frente de um monitor de LCD.

Eu nunca induziria ninguém a por barreiras em sua carreira como designer. Um ótimo trabalho requer um esforço monumental, e completar um projeto único e especial nos dá um senso pessoal de realização que raramente encontramos em outro lugar. Eu também lembrei, da observação do irreverente designer Tibor Kalman, que design é apenas uma linguagem, não um fim em si mesmo. O que nós escolhemos para expressar como isso — o permitido — é o que importa. Se você não tem tempo para as experiencias, relacionamentos e diversão que não tem relação alguma com o design, seu trabalho vai ser sem significado e rico do material que vem do restante dos 10%, que não tem nada a ver com tipográfica, illustrator e quadros no Pinterest.

Lembre crianças, 90% ainda vale 9 pontos. Descanse um pouco.


The 10% Rule was originally published by Eric Heiman.


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