O que tiver de acontecer

Imagem do Google

Sempre tive o costume de escrever para expressar meus sentimentos. Quando era mais nova, escrevia todos os dias em agendas e lá estavam todos os dramas de uma jovem/adolescente fora do comum. Sempre fui magra demais, branca demais e feminina de menos. E claro, como tudo que foge aos padrões, eu sofria com isso.
Anos depois, abandonei as agendas enfeitadas de adesivos e partir para um blog. Por muito tempo aquele lugar foi meu refúgio, o espaço onde eu transformava minha vida — ou como eu queria que ela fosse — em textos catárticos. Minha terapia era escrever. O blog sobreviveu a várias crises e um final de namoro, mas não sobreviveu ao segundo término, o mais real e profundo.

Com as várias mudanças da vida, muita novidade surgiu, mas também sinto que muito se perdeu e isso vai além do fim do blog. Leituras sumiram, paixões antigas também desapareceram e o que eu colocava para fora passou a se acumular. Criou-se uma barreira que neste momento preciso ultrapassar: deixar de trancafiar sentimentos e perder o medo de voltar a escrever. Vamos ver o que acontece de hoje em diante.

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