LULA E DILMA: ABRAÇO DE AFOGADOS

A ida de Lula à Casa Civil pode surtir efeito contrário ao esperado pelo núcleo duro do PT.

Na expectativa de escapar da espada de Sergio Moro, Lula, como ministro, seria julgado pelo STF. Tudo seria mais lento, retardado, dando-lhe fôlego para, nesse ínterim e na condição de superministro, implementar uma política econômica populista, cujos efeitos de curto prazo inebriem a população e deem a sensação de que as coisas estariam voltando aos trilhos.

No entanto, se o STF repetir com o Lula o que fez em 2010 com o então deputado Natan Donadon — que tentou escapar do julgamento da corte renunciando ao mandato — , e entender que sua nomeação como ministro não passa de manobra para fugir da Justiça, toda essa articulação pode ter sido inócua. Confirmando-se isso, Lula voltaria para as mãos de Sergio Moro.

Lula afundaria. Dilma, que já estava em debacle, esfacelar-se-ia ainda mais rapidamente. Na intenção de plantar vento, colheria vendaval.

A economia agonizante daria seu último suspiro. A política em ruína seria definitivamente implodida. E nada mais restaria até 2018.

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