A palavra de Dilma não vale nada

Da entrevista coletiva concedida na tarde hoje pela presidente Dilma Rousseff, a imprensa apreendeu que ela não cogita usar as reservas internacionais para fazer populismo fiscal.

“Jamais teremos uma pauta de uso das reservas que não seja proteção do país contra flutuações internacionais. Elas podem ter um papel em relação à divida, mas não são a forma adequada para solucionar questões de investimentos. Portanto, são especulações e elas só beneficiam quem lucra com elas”, disse.

Reparem que ela sustentou que “elas [as reservas] podem ter um papel em relação à dívida”, deixando nas entrelinhas a dúvida se serão ou não de fato utilizadas.

Vamos considerar que a presidente, de fato, tenha refutado tal ideia. E daí? Retornemos à época das eleições, coisa de seis meses atrás:

Ela disse que não mexeria nos benefícios sociais nem se a vaca tossisse. Novas regras do PIS e do Seguro-Desemprego a desmentem.

Ela disse que o Minha Casa, Minha Vida continuaria a todo vapor. Empresas que trabalham com o programa dizem o contrário.

Ela disse que não promoveria tarifaço. A conta de luz e o preço de gasolina, entre outros, afirmam o oposto.

Ela disse que não patrocinaria a volta da CPMF. Declarações recentes sua e do PT a jogam na lama da credibilidade.

Ela disse… ela disse… ela disse…

O que Dilma diz ou deixa de dizer não importa mais nada. Conformem-se com isso!

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