Quando caminhamos junto com a morte

Para se criar é necessário morrer. Morro diariamente, mesmo quando as palavras ficam na minha órbita e nunca ganham um lugar físico no mundo.
Escrever faz parte da minha natureza tal qual respirar. Enquanto estiver vivo, devo escrever. Na verdade só me sinto vivo quando transformo verbos, adjetivos, substantivos e preposições em orações subordinadas ou não a minha necessidade latente de encontrar um lugar que posso chamar de meu.
Viver é aprender a morrer. Criar é se deparar com o finitude e perder-se na mortalidade que aguarda todos nós.
Amargas transformações essas que descobrimos ao caminhar lado a lado com a morte.