universo são

a vastidão de ser em meio ao nada
o silêncio mortal que nos cobre
às 3h da manhã

o sol descansa e a lua performática 
desmembra o céu colorido e
melancolia 
escuridão 
agora

nada nos resta, era o que ele me dizia
a voz aveludada, toda hora
transbordava em meu peito
ecoava 
vazia

de tanto amar, morreu
eu, morta, renasci 
na tua lápide 
aqui 
jaz

meu coração, tão teu
nem bate no meu peito
nem sinto sangue viajando pelo corpo
frio

teu cheiro preso na minha pele 
teu suspiro no meu pescoço 
nada nos resta, ele me disse 
e ali eu decidi
esquecer
deitar
deixar

o tempo cura, ele me disse

deixa o mundo girar 
quem sabe um dia a gente gire também e voe

pra longe daqui.

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