Ladies, Wine & Design RIO: Processo Criativo

No dia 29 de julho rolou o primeiríssimo encontro do Ladies, Wine & Design Rio. O tema da reunião foi Processo Criativo, e contamos com a participação da maravilhosa Juliana Paolucci, consultora de Design Estratégico e Inovação.

Formada pela Esdi/UERJ, Paolucci estudou Design Estratégico em Bergische Universität Wuppertal e Design Thinking em Hasso Plattner Institute, ambas instituições na Alemanha. Já materializou projetos em três continentes diferentes e atualmente trabalha como consultora na MJV. Pesquisadora e professora nata, Juliana é a pessoa perfeita para falar sobre criatividade e metodologia de criação, temas de alguns workshops que faz pelo Rio de Janeiro.

Juliana Paolucci provando que mina também pode ser sensei. Foto: Géssica Hage.

Uma tática infalível da Ju no processo criativo: organização. Conforme a própria, ela é a “louca do caderninho”, e está sempre anotando seus pensamentos numa folha de papel para estruturar o raciocínio. O caderno da Ju serve como uma mistura de sketchbook e bullet journal, já que é um objeto que a acompanha no dia a dia, como um diário, e organiza seu cotidiano e seus pensamentos.

Este viés segue o pensamento de Patrícia Nunes, estudante de design de interiores, que não vê o processo criativo como algo ao acaso. A criatividade vem da prática e de um método para estimulá-la. Ou seja: há metodologia na criação. Podemos listar alguns, como brainstorm, divisão por etapas, mapas mentais, protótipos, grupos focais. Um bom livro sobre estes processos é Intuição Ação Criação, Ellen Lupton.

Aline Mielli, designer formada e artista multidisciplinar, ressalta como o pensamento metodológico do design é benéfico em todas as disciplinas: não há barreiras. A metodologia parte de um pensamento lógico que é aplicável em qualquer tipo de projeto, seja ele design, arte, fotografia, entre outros.

Aline Mielli, multidisciplinar da cabeça aos pés. Foto: Géssica Hage.

Uma parte fundamental do processo criativo é, bem, aceitar o processo em si. Como pontuou Juliana, precisamos ser criativos como éramos quando crianças. O processo de criação deve ser expansivo, e não redutivo. Temos que experimentar sem censura, criar sem medo.

“A cultura do erro é ótima. Você começa a entender que o erro faz parte do processo, é algo natural, e que ele melhora o produto final.” Juliana Paolucci

O erro não é um dano; ele é uma parte fundamental do processo. São as tentativas falhas que normalmente ensinam a cada um seu próprio método e, em contra partida, demonstram os acertos dos projetos.

Evelin Nascimento, editora de segunda à sábado s e mulher incrível em tempo integral. Foto: Géssica Hage.

Considerando erro uma parte natural do processo criativo, podemos pensar que o aprendizado é formado pela prática. Um ótimo exemplo de conhecimento moldado ela prática é a trajetória de Evelin Nascimento, publicitária por formação, amante de livros por natureza e fundadora da editora Radio Londres. Evelin criou sua editora movida pelo amor aos livros, sem nenhum conhecimento formal preliminar sobre o mercado editorial. Depois de quatro anos de trabalho, Evelin construiu um catálogo variado e rico, demonstrando que basta coragem para aprender e trabalhar no que curte.

Brenda Araújo, produtora, se mudou de cidade várias vezes atrás de oportunidades na organização de eventos. Falou muito da necessidade de se impor, independente de gênero e hierarquia. Daiane Rosa também morou em diversos lugares e ressaltou que dá pra ser criativa em uma cidade pequena e tranquila, como é sua amada Angra dos Reis.

Letícia e Ana falaram sobre os acasos certeiros em suas vidas. Foto: Géssica Hage.

Dar uma chance ao acaso é um grande às no processo criativo, e, por que não?, na própria vida. Ana Franco e Leticia Quintilhano comprovam isto, pois não ter um plano de carreira específico foi benéfico para ambas. Letícia começou a trabalhar na área editorial como capista por acaso, e descobriu no trabalho como capista um amor para a vida toda. Ana é animadora especializada em motion design, área que não teve contato na faculdade e descobriu graças à curiosidade e oportunidade em freelas. Se estivermos atentas o suficiente aos acasos da vida, podemos tirar proveito deles.

Flora de Carvalho citou o coletivo Oulipo como uma de suas grandes referências no processo criativo. Criado na década de 60 na França, os escritores do Oulipo partiram do acaso para realizar experimentações na escrita. Através ferramentas de lógica matemática e retórica, o grupo explorou as possibilidades da literatura.

Foram três horas de conversa e trocas incríveis. E é só o primeiro encontro! :) Mês que vem tem mais. Que venha o próximo LWD Rio!


Participantes do encontro:
Ana Franco, Evelin Nascimento, Aline Mielli, Brenda Araújo, Camilla Belarmino, Daiane Rosa, Leticia Quintilhano, Patrícia Nunes.

Nossos queridos parceiros da WineHouse nos mandaram algumas garrafas de Giaretta Ancelotta para deixar a conversa ainda mais soltinha. Segundo os especialistas de lá, trata-se de um vinho frutado e com boa estrutura feito no Brasil com uvas italianas. Atenção enólogas à paisana ou simples apreciadoras de um bom álcool: o wine bar WineHouse fica na Rua Paulo Barreto, 25 (loja E), bem pertinho da Voluntários. O ambiente é super agradável, os petiscos deliciosos, a carta de vinhos imperdível e a equipe uma simpatia só. Chame as amigas e faça uma visita!

Nosso primeiro encontro foi recebido de braços abertos pela DOCA, um espaço de coworking focado na indústria criativa no coração de Ipanema. Além de sediar eventos e palestras, eles também oferecem estações de trabalho plug’n’play pras minas empreendedoras colocarem suas ideias em prática. É um ambiente lindo que promove o networking entre profissionais da área criativa.

Nossos parceiros maravilhosos da Plau, um estúdio sensa especializado em design gráfico, identidade visual e tipografia, nos ajudaram este mês. Só clicar no link para conhecer projetos incríveis!


Todas as fotos desta edição são da talentosíssima Géssica Hage, uma fotógrafa de mão cheia e olho de águia! ;)

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