Lyla Anonimatuns
Jul 30, 2017 · 2 min read

Penso que poucas críticas atribuídas ao Secund Life (não só em seu texto), não seja, igualmente atribuídas a todas as redes sociais da atualidade:

Questão de utilidade, por exemplo, existem muitas pessoas (inclusive eu), hoje, questionando se as redes sociais atuais, têm alguma utilidade real.

Putaria, é o que mais se vê na internet como um todo. O fato de a Lindel não ter te dado um pênis, quando você entrou na rede, é porque o objetivo, proposto por ela, não era a pornografia, assim como o The Sims, que tem personagens, originalmente castrados, e quadriculados de censura, que podem ser modificados pelos usuários. Mas, no Second Life, os usuários sempre tiveram a putaria como parte dos planos, inventando acessórios em forma de pênis, e fazendo o risco da vagina nas texturas dos avatares (sim. Para o programa, não há diferenças entre se colocar um pênis, ou uma bolsa no avatar). Para a Lindel, isso não foi nada bom, já que depois que o sexo ficou entre as coisas mais praticada no Second Life, teve que filtrar, de verdade, a entrada de menores de idade, que é o público maior nas redes sociais. Imagine se o Facebook tivesse que fazer o mesmo?

O discurso do Secund Life, como um espaço de puro narcisismo, é igualmente válido para todas as redes sociais. A diferença, é que no Second Life, você cria, e expõe um avatar modelado em 3D (e quem quer torrar dinheiro, expõe acessórios, e outros objetos comprados, ou mesmo feitos), enquanto nas atuais redes sociais, você expõe sua imagem, sua casa, sua família… (quem quer torrar dinheiro, expões uma roupa nova, um carro novo, uma viajem para um lugar legal…). Não importa se você está expondo um bonequinho 3D, ou se expondo feito um bonequinho, no fim das contas, é tudo narcisismo.

Penso que a palavra “retrô”, seja o que defina o Second Life hoje. Assim como se têm, ainda hoje, usuários dos chats, comuns nos anos 90 (as chans), Têm pessoas que usam, até hoje a modulação por rádio amador.

Quanto ao declínio do Second Life: em parte (como já disse), seja por conta da sexualização, que obrigou a Lindel a abrir mão do público mais jovens. Todas as redes sociais atuais, perderiam uma grande parcela de público, se tivesse que abrir mão desse público mais jovem, por isso, na criação das contas, eles perguntam quantos anos a pessoa tem, o moleque mente, dizendo que é maior de idade, eles fazem de conta que acreditam, e começam a censurar qualquer material considerado pornográfico (como obras de pintores da renascença), para não dar rolo. Ma o principal fiasco, foi o fato de, ao mesmo tempo em que a Lindel fez a proposta desse ambiente, como um local de negócios, ela monopolizou toda, e qualquer transação, mesmo que o objetivo não seja, exatamente financeiro. Eu, por exemplo, como modeladora 3D (modelo em blender), fiquei frustrada em não poder usar esse ambiente para expor minhas obras, sem pagar para a Lindel. Imagine uma rede social, que cobrasse dinheiro do usuário que quisesse postar uma foto?