Just do it

Tenho uma matéria na faculdade que quer tomar conta de todos os megabits que tenho em meu cérebro, intitulada de “comportamento de compra e consumo”, onde estudamos os motivos e o que induzem alguém a fazer uma compra… em aspectos superficiais, é muito interessante, porque aprendemos sobre uma tal pirâmide de Maslow que nos mostra em qual nível estamos em nossas compras… A níveis profundos, é muito difícil fazer uma prova sobre outras pessoas e sobre os motivos que as impulsionam a comprar… eu mal sei os “porquês” que me levam a gastar dinheiro, como vou poder saber os “porquês” alheios? Enfim… essa matéria é osso.
Em uma das nossas tarefas cruéis, me foi dada o desafio de ler um capítulo de um livro chamado “O Código Cultural — por que somos tão diferentes na forma de viver, comprar e amar?” de um cara chamado Clotaire Rapaille. Quando terminei o primeiro capítulo, que falava sobre uns princípios para sabermos o que são esses códigos culturais e como os identificar, percebi que não era uma tarefa tão cruel assim e fui atrás do livro completo para poder entender mais a fundo sobre esse tema e o que acontece exatamente no nosso cérebro, quais as ações culturais que mexiam com as nossas emoções e etc… eis que me deparo com um capítulo que fala das divisões do cérebro: córtex (hemisférios cerebrais), que é onde manipula o aprendizado, os pensamentos abstratos, a imaginação e a lógica; sistema límbico (o hipocampo, a amígdala e o hipotálamo), é o lugar no cérebro que lida com as emoções; e tem o lado que se chama — pasmem — cérebro reptiliano (o talo do cérebro e o cerebelo), que é onde ficam nossos instintos.
Nesse livro, o cara comenta dos curandeiros que ele encontrou no Mato Grosso que só curavam os pacientes que realmente queriam ser curados, os fazendo se libertar de qualquer córtice e apelando para o cérebro reptiliano de cada um, para que se pudesse manipular somente os instintos, curando as doenças mais incuráveis, que são as doenças psicológicas e me peguei pensando de que cada um de nós precisa soltar as amarras das partes cerebrais que nos diferenciam dos animais, para que possamos chegar na nossa real essência.
Eu sofro de depressão e por sérios problemas de reclusão, desenvolvi o que a dermatologista denomina de dermatite de grau emocional.
Uma vez encontrei com uma amiga do meu pai que curava as pessoas pela energia e um monte de coisa com uns nomes difíceis, e ela me disse que não seria tão fácil me curar porque eu tinha uma energia muito forte e uma barreira impenetrável, que foi desenvolvida por anos para que ninguém entrasse na minha fortaleza. Apelei a todos os tratamentos que ela me indicou, apelei para todos os “segredos” de um filme chamado “The Secret”, até que, sem querer, me deparei com esse livro e com o jeito de se curar uma pessoa através de seu cérebro reptiliano e através disso percebi que aquele “carpem die” é muito mais do que apenas “aproveite o momento”, mas sim uma coisa mais complexa do tipo que te pede pra deixar seus instintos te comandarem se você realmente quiser ser curado de todos os males.
Então a dica de hoje é: seja mais a sua raiz. Seja mais quem seu réptil gostaria de ser e viva. Não viva como “se não houvesse o amanhã”, mas viva como se o hoje fosse a coisa mais importante que você tem, porque no final, vai ser mesmo.
Vou começar a ser mais quem meu réptil seria e depois conto pra vocês se minha tal válcula de escape melhorou.