ESC 2017: Esse ano eu fecho com Artsvik

Chegou a semana mais esperada por Matheus Rodrigues todo ano: a do Eurovision Song Contest, o programa de TV que tem a minha obsessão há três anos. Desde então, sempre compartilho com meus amigos a minha favorita de cada ano, acompanhando uma pequena justificativa pelo favoritismo. Bem, chegou a hora de dar tchau a Francesca Michelin (Itália), minha swan queen do ano passado, para dar lugar a Artsvik, cantora que representará a Armênia na final desde sábado, com a música “Fly With Me”. Listei em tópicos o porquê de dar meus 12 pontos para a nova diva do monte Ararate:

  1. Boa vocalista

Quem conversa comigo sobre “vozes”, sabe que eu odeio a supervalorização do instrumento (vai te foder, The Voice). Eu acredito que todo mundo pode cantar, com estudo e aplicação na tarefa, já que considero mais importante a construção do artista. Porém, essa semana já vimos uma enxurrada de vocais terríveis nas semifinais do Eurovision, fazendo com que muitas músicas excelentes fossem eliminadas por conta da versão ao vivo. Artsvik desde sempre arrasou cantando “Fly With Me” e outras tantas músicas na corrida eurovisiva (na seletiva armena, por exemplo). Já viram ela fazendo o grito da rainha águia ecoar nos ensaios em Kiev?

2. Nada se perde entre música e visual

Depois da impecável performance de Iveta Mukuchyan em 2016, ficou claro que a pressão para a próxima entrada armena seria muito grande. Para quem não lembra (ou não viu), Mukuchyan trouxe “LoveWave”, faixa experimental para o padrão do eurovisivo, combinando elementos étnicos com um conceito diferenciado sobre amor, o tema mais abordado em músicas desde que o mundo é mundo.

Neste ano, a emissora AMPTV não fez corpo mole e decidiu continuar levando a sério o programa. Construiu o Depi Evratsil, seletiva que propôs desafios e batalhas focadas na escolha do artista. Artsvik ganhou por ser impecável na execução das baladas, mas seria isso o suficiente?

“Fly With Me” foi a última música desde ano a ser divulgada, que veio simultaneamente com o clipe, meus amores… Se eu tinha alguma dúvida de que a Armênia iria manter a ambição e a criatividade no palco do ESC, ela se foi junto com o olhar veroz da cantora no clipe. Os visuais mostraram que ela já estava totalmente distanciada da imagem tímida que tinha, trazendo até algumas danças, que eram simples, mas mostravam o empenho colocado na cantora.

https://www.youtube.com/watch?v=Yw6LdDo7HxA

Nos ensaios para a semifinal, ela novamente surpreendeu, trazendo um palco que abusa da pirotecnia, como no ano passado. Alguns podem dizer que ela praticamente fez uma versão 2.0 de “LoveWave”, mas mesmo que isso seja verdade, foi feito do melhor jeito possível: se Iveta falava de amor, Artsvik agora fala sobre abraçar a diversidade, emulando realmente a rainha do Ararate pronta para botar suas asas para voar (rrraawwwrl!). Não tenho problema algum com a letra, mesmo que talvez ela tenha cantado algumas palavras de forma cacofônica (mas isso é eu tentando arrumar defeito).

Depois de tudo isso, ela foi do meu top 7 para meu top 1, já que meus outros favoritos não conseguiram trazer essa experiência boa visualmente e musicalmente(alô Estônia).

3. Já chegou a hora de irmos para Yerevan, né?
Desde 2006, a primeira aparição armena no Eurovision, o país só deixou de ir para a final duas vezes, sendo que uma foi por questões políticas. Tem como não gostar de alguma música que eles já mandaram? Na minha opinião, eu vi ao menos três anos em que a vitória da Armênia seria completamente justificável (2008, 2009, 2016). Mesmo assim, o melhor resultado do país foi um quarto lugar em 2014, na edição marcado pela vitória de Conchita Wurst. O que que tá faltando, europeus??? Apesar da euforia, tenho completa consciência de que Arsvik não sair vitoriosa neste sábado, mas é inegável o fato de que os armenos sabem brincar nesse programa.

Essa é a minha Eurovision Song of The Year. O que tu acha? Não esquece de comentar ❤