Os 10 álbuns definitivos de 2017 até agora
2017 tá babado, né meu filho? Com os álbuns, não seria diferente. Para essa lista, foram considerados mais de 40 álbuns, sendo que aproximadamente 15 poderiam ter entrado aqui.
Para entender melhor o porquê de eu descartar o termo “definitivo”, vou quotar o que escrevi no post de músicas definitivas para evitar o meu cansaço:
Eu não curto muito utilizar o termo “melhor”. Claro que pessoalmente eu comparo projetos artísticos como qualquer outra pessoa, mas como uma pessoa que pretende produzir e que compõe aqui e ali, vejo de forma um pouco antiética apontar ruins e bons dessa forma. Amo e acompanho muito o trabalho da crítica musical, mas não me considero parte dela pois estou aprendendo e descobrindo sons novos como qualquer artista dessa lista.
“Definitivo” é um termo que une o que eu gosto com o que eu acredito que deva ser ouvido. Eu poderia muito bem apenas colar meu top 30 do last.fm com o que eu mais ouvi em 2017, mas acho muito simplista. Eu gosto de ouvir e de comentar o que eu escuto, de mostrar músicas para as pessoas. Eu não mostro que estou ouvindo Anitta ou um cantor russo só para dar close. Eu quero que mais pessoas conheçam artistas novos (de preferência, os que eu gosto pois já estou cansado de falar sozinho de tal fulano*risos*).
Vamos começar, people? Passo para relembrar que essa lista foi realmente baseada no que saiu no primeiro semestre, então não espere “Flower Boy” aqui ou parecidos.

Kendrick Lamar — DAMN.
Para quem gosta de: rap, west coast hip hop, trap rap
Minhas favoritas: “HUMBLE.”, “DNA.”, “LOYALTY FEAT. RIHANNA”
“DAMN.” tem êxito justamente por não tentar se equiparar ao clássico “To Pimp a Butterfly”, ja que o próprio Kendrick Lamar disse que este projeto é um híbrido dos seus trabalhos anteriores. É difícil explicar em cinco linhas o que daria um texto inteiro, mas esse álbum é um dos mais urgentes e necessários de 2017.

Vários artistas — Söngvakeppnin
Para quem gosta de: música pop, eurovision, cultura islandesa, electropop
Eu amo: “Paper”, “Is this Love?”, “Tonight”, “Hypnotised” e “Obvious Love”.
Se o Eurovision deste ano decepcionou em qualidade, o mesmo não se pode dizer de uma das seletivas nacionais mais tradicionais. O Söngvakeppnin, concurso islandês, apresentou doze propostas para o público do país nórdico. Svala venceu merecidamente com “Paper”, mas boa parte das faixas lançadas poderiam ter sido um sucesso em Kiev.
Ulver — The Assassination of Julius Caeser

Para quem gosta de: synthpop, art pop
Eu amo: “Rolling Stone”.
A banda norueguesa até hoje se recusa a escolher um gênero musical: começou no black metal e parou no synthpop. Como eu tenho uma queda do tamanho de um canyon pelo gênero, considero esse um álbum que tu deves ouvir. É bastante desafiador, já que as músicas são muito longas, mas a jornada é compensada com letras interessantes e produção nostálgica alá Depeche Mode.
Pabllo Vittar — Vai Passar Mal

Para quem gosta de: pop brasileiro, pop em geral
Eu amo: “Então Vai”, “K.O”, “Corpo Sensual”
Grande candidato a melhor álbum brasileiro de 2017, “Vai Passar Mal” é o álbum mais “cosmopolita” nos modelos do nosso país, já que mistura influências dos ritmos musicais do norte e nordeste, não esquecendo do nosso funk de cada dia. As letras seguem o mesmo modus operandi que acompanhamos no gênero atualmente, mas a produção colorida e diversificada faz deste álbum uma experiência grandiosa e necessária.

BROCKHAMPTON — SATURATION
Para quem gosta de: rap, kendrick lamar, danny brown
Eu amo: “STAR”. “HEAT”, “GOLD”.
Com letras divertidas, química coletiva e produção pontual, o coletivo Brockhampton lança “Saturation”, projeto criado em apenas três semanas. O humor de “Atrocity Exhibition” (meu álbum favorito de rap em 2016) é presente aqui, como na frase “i don’t fuck with no white boys, unless that nigga’s shawn mendes”, que me faz rir sempre. Só foi superada recentemente com a frase polêmica do Tyler, The Creator…

Dua Lipa — Dua Lipa
Para quem gosta de: pop, electropop, synthpop
Eu amo: “Hotter than hell”, “Be the one”, “Genesis”.
Para quem perdeu as esperanças no pop atual, Dua Lipa serve como uma boa alternativa. A bicha canta bem, tem um swag irresistível (escute “Hotter than hell”) e demonstrou bastante potencial. Mesmo que os highlights continuem sendo os singles já lançados, não tem como não se animar com esse projeto.

Drake — More Life
Para quem gosta de: rap, pop rap, trap rap
Eu amo: Passionfruit, Get it Together, Free Smoke, Ice Melts, Madiba Riddim
Views foi fraquinho, né gente? Bom, “More Life” veio para fazer a gente esquecer o que passou. A produção é mais variada e inclui uma imersão maior nas influências do dancehall que criaram o smash-hit “One Dance”. Em alguns momentos Drake cai na introspecção, mas os fãs do “If You’re Reading This It’s Too Late” podem ficar felizes com faixas como “No Long Talk”, que trazem aqueles traps pesados que a gente ama.
Phoenix — Ti Amo

Para quem gosta de: indie pop
Eu amo: Ti Amo, Tuttifruti, J-Boy
Com afinadas inserções da cultura italiana, Phoenix me empolga pela terceira vez consecutiva. Ok, talvez esse seja o pior álbum deles, mas mesmo assim tem muita coisa interessante. Curtinho, o projeto tem dez faixas que repetem um pouco do que deu certo no Bankrupt!, sendo tão policromático quanto.
Loic Nottet — Selfocracy

Para quem gosta de: pop, synthpop, electropop, lorde
Eu amo: Million Eyes, Poison, Wolves
Loic Nottet demorou dois anos para lançar o aguardado “Selfocracy”, que é todo baseado nessa crítica não muito nova sobre egocentrismo digital. Porém, a ambição que fez dele um dos atos eurovisivos mais memoráveis desta década é presente aqui. Se tu curte Lorde, com certeza vai curtir esse álbum, já que é clara a influência dela do início ao fim deste álbum.
Lorde — Melodrama

Para quem curte: pop, synthpop, art pop
Faixas favoritas: Sober, Writer in the Dark, Supercut, Liability (Reprise)
Lorde fez 20 anos. A vida nos holofotes proporcionou uma gama de relações novas que encorajaram a criação de “Melodrama”, um mergulho numa linha do tempo que relata todos os momentos de uma festa. A cantora mesmo já sinalizou um “mea culpa” com um título auto-explicativo desses, mas como no trabalho anterior, ela tentou tirar o que de mais criativo poderia sair de uma situação comum dessas: o coração partido.
EPS

David Bowie — No Plan & Iveta Mukuchyan — IvaVerse
Não sei ainda se incluirei EPS na lista de fim de ano, mas preciso citar nessa o quantoeu curti os EPs lançados por estes dois artistas. Enquanto David Bowie trouxe uma extensão do que saiu no seu último álbum, Iveta Mukuchyan mostrou mais uma vez ser uma das artistas mais ambiciosas que já passaram pelo palco do Eurovision. Give this things a listen!!1
