Bom Iuri, sorte sua que você trampa com elixir.
Leonardo Teixeira Ca
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Cara, eu costumo dizer que programar tem dois lados: o talento e o trabalho.

O talento é o cara brilhante, nasceu pra aquilo, tem uma facilidade absurda e com pouco esforço aprende tudo em 1/5 do tempo médio.

O trabalho é o cara que se esforça pra aprender. Ele demorará um pouco mais para aprender, digamos 9/5 do tempo médio.

O que eu acho fundamental é que, independentemente da escala em que você está, você jamais fique estagnado. Que você fique antenado nas novidades, tanto na sua área — quando me refiro a área é o ambiente que você está — quanto nas de fora, mesmo que você nunca as utilizará. Sempre tem ideias, conceitos interessantes nas outras comunidades que você pode, de alguma maneira, trazer para a sua caixinha de truques. Sempre ande para frente, mesmo que a passos lentos, olhe bem o que está ao seu redor e jamais pare.

Vou dar dois exemplos pra justificar meu pensamento acima. A comunidade de F# tem coisas maravilhosas que eu acredito que todo desenvolvedor sério de .NET deveria aprender e/ou olhar. Mas, em especial, existem duas bibliotecas em F# que eu acho que são exemplos fundamentais dessa multidisciplinaridade.

A primeira delas é Streams. Ela permite processar dados de forma “lazy” e em paralelo. Como na própria descrição da biblioteca, foi inspirada nos Streams do Java 8.

A segunda delas é Hopac. Ela permite vários modelos de concorrência diferentes (Software Transactional Memory — STM, Fibers e Actors). Esses modelos são tirados do livro Concurrent Programming in ML (que recomendo a leitura). De forma interessante, esses modelos são predominantes nas seguintes comunidades:

  • STM — Clojure / Haskell
  • Fibers — Go
  • Actors — Erlang / Scala / Elixir

Enfim cara, a mediocridade a que me refiro e, cada vez mais eu tenho certeza que essa é a melhor definição dessa palavra no nosso contexto de desenvolvimento, significa tanto estar estagnado quanto olhar apenas em linha reta para frente. O mundo da computação é enorme para apenas ficarmos presos as nossas bolhas.

Abraço,

I.

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