Tempo e amor, transições…

Houve um tempo que João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.¹

Houve um tempo que e crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e de amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor

E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito…²

Eu me questiono e pergunto a você, caro leitor, qual tempo que a gente se encontra? É o tempo de Vinicius e Drummond? O tempo da filosofa contemporânea Valesca Popozuda? O tempo de Cícero e de sua pipa? Vivemos no tempo do Lineker com sua carga de modernas composições? Seria a morte do amor ultrarromântico? A vida do amor? Onde estamos inseridos? Fica o questionamento.

¹ Quadrilha, Carlos Drumoond de Andrade.
² Para viver um grande amor, Vinicius de Moraes.

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