Contemplação: Do zen às fraldas

O mestre zen Shunryu Suzuki dizia que há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito. Vejo muito dessa mente que principai quando olho para a Maria Flor se movimentando pelas paisagens dela.
Crianças são mentes principiantes vagando ali e acolá, não se apegando a nenhum tipo de peritagem. Ficam em suas atividades, seja brincar com a roda do carrinho que soltou a observar a formiga que desliza pela parede sem perder a mente de principiante.
Não existe criança com uma mente perita em ver formiga deslizar pela parede. Ela não cultiva nem um pouco este tipo de mente. Suzuki dizia ainda que, se nossa mente está vazia, ela está pronta para qualquer coisa, ela está aberta a tudo. A mente de principiante é a mente de compaixão.
Crianças conseguem bem manter essa mente virgem. Olham todos os dias os mesmos brinquedos e as mesmas pessoas, como pais e mães, sem a mente de distância.
Para esse olhar lúdico que está sempre soltando e nunca costurando a realidade, todos os dias somos novos pais, novas mães, novos brinquedos.
O olho da criança não se vicia em identidades. Uma criança simplesmente descansa na experiência imediata. Tenho achado isso lindo e despertador.
