Você também vai morrer.
Ontem, o ator Domingos Montagner morreu tragicamente após, o que seria, um simples mergulho de Rio.
Fiquei pensando muito em sua família, esposa e filhos. No que deve estar passando pela cabeça, e coração, de cada um deles…
A dor da perda é devastadora. Quando perdemos alguém querido que ja esta doente, de certa forma você já está esperando… não entende, mas aceita. Afinal, nesse caso, a morte seria um descanso. Mas a morte repentina, é arrebatadora. Perder alguém que a minutos estava sorrindo, que na noite anterior te ligou, ou que faria a festa de aniversário no final de semana seguinte , deixa uma dor que não tem explicação.
As perdas mais dolorosas da minha vida, foram as mais repentinas. Um primo com uma bala que não era pra ele, meu vôzinho que depois de uma febre foi pro hospital e não voltou mais pra casa e o meu dindo, que saiu de Búzios de barco, mas nunca chegou a Niterói.
Isso me fez pensar no quão pequenos somos. No quão frágeis, no quão sensíveis. É ridículo pensar que num momento estamos aqui e noutro podemos, simplesmente, não estar mais. É ridículo pensar que os depois, podem acabar não acontecendo.
Quantas vezes você brigou com alguém e por orgulho, acabou indo dormir brigado? Quantas vezes você pensou em arriscar e deixou pra outro dia? E quantas vezes você quis se declarar, mas teve medo?
Pensando nisso, reconcilie, arrisque, ame como se hoje fosse o seu último dia. Não é errado pedir perdão. Não é feio amar alguém. Feio é você viver o resto da vida, ou o que resta dela, pensando em como seria, o que poderia ter acontecido “se…”
Hoje, se você tem algo pendente, alguma conversa que foi adiada, algum trabalho novo para começar, algo em que queira investir, ou um grande amor guardado para declarar, não deixa pra amanhã não. Viva hoje, ame hoje. O hoje se chama presente por algum motivo. Então aproveite.