Como ajudar o meu filho a estudar?

Ser mãe é ter um novo desafio a cada novo dia!

O meu filho está agora na primeira classe e eu gostaria de vos contar a experiência que tive, com os primeiros trabalhos que trouxe para casa.

Antes de ele entrar na 1a classe, já eu estava preocupada em como haveria de o ajudar a aprender ou a dar seguimento ao trabalho que estava a ser feito na escola. Ficava na dúvida se ele seria capaz de aprender, porque até ao momento ele era um menino mais de actividades físicas, do que de sentar na cadeira e escrever.

Com isso, resolvi que não me poderia desleixar e teria que me sentar com ele para todos os deveres e acompanhar.

Logo no início a professora me disse que ele era muito bom menino, mas muito distraído e que tinha alguma dificuldade com a motricidade fina, algo que eu já esperava…

Vieram os primeiros e ele tinha que, antes de saber escrever qualquer letra, conseguir copiar em manuscrito, o seu nome de uma placa dada pela professora.

E lá ficava eu a observar e a deixá-lo escrever.

Sem me aperceber, a cada erro que ele cometia, eu informava que estava errado e apagava com a borracha e pedia para ele fazer de novo.

Fui percebendo que ele não estava a ter gosto no que fazia e ficava chateado até.

Pensei para mim mesma que estava tramada, pois afinal o meu menino não tinha mesmo interesse nenhum em estudar… A cada nova letra que aprendia, via-o feliz e muito animado por estar a aprender, mas na hora dos deveres achava que ele estava a despachar e que ele podia fazer melhor se ele se dedicasse…

Cheguei até a zangar-me com ele e a perder a paciência, mesmo…

Um certo dia, ao voltar a apagar mais uma vez o que ele tinha escrito, por estar errado, vejo a frustração no meu filho e vejo-o bater com toda a força com os punhos na mesa, em completo desânimo. Nesse momento apercebi-me o quanto estava a errar!

Apercebi-me que eu estava a por os meus medos por cima da situação toda, apercebi-me que não lhe estava a dar espaço e que nem sequer lhe estava a dar a oportunidade de reconhecer os seus erros, pois apagava antes sequer de ele perceber o que havia feito errado!

Ao perceber que estava a errar, decidi mudar de atitude… Afinal é errando que se aprende, certo? Decidi que não me ia sentar mais com o meu filho na hora dele fazer os trabalhos de casa. Ia apenas ler-lhe o enunciado e explicar o exercício, mas ele teria que o fazer sozinho. Decidi que não ia mais dizer-lhe quando estivesse errado, apenas pediria para ele ler o que tinha escrito ou feito e deixar que ele mesmo percebesse que havia errado.

Nos primeiros dias, o meu filho ficou triste por eu não me sentar com ele, mas a verdade é que consegui perceber logo a diferença… Eu já não era a mãe stressada e ele já não se frustrava.

Passei a orgulhar-me dele, porque consegui olhar e ver o quão inteligente e rápido ele era a perceber o exercício e a resolver. Havia momentos em que ele se distraía, mas ficava derretida quando pedia para ele ler de novo o que tinha feito e ele rapidamente se apercebia do erro que tinha cometido e corrigia.

Mais ou menos uma semana depois, ao falar com a professora ela diz-me que de repente o meu filho mudou e está a ir muito bem!

Melhorou a letra, melhorou a concentração, melhorou na rapidez de raciocínio…

Achei importante contar-vos este pedaço da nossa história porque com ela já ajudei algumas mães que tinha o mesmo problema.

Temos que nos lembrar de que 6 anos de idade, 7 anos de idade, é onde tudo começa… Eles não estão na universidade ainda e nem fazem ideia o que é sentar para estudar…

Não conhecem a responsabilidade e nem fazem ideia o futuro que lhes pode trazer o darem-se bem na escola.

Nós como mães temos a responsabilidade de não “estragar” o futuro dos nossos filhos, com os nossos medos, temos a obrigação de os deixar apaixonarem-se pelo aprender, sem que os forcemos a isso. Nós como mães, estamos proibidas de descarregar neles a nossa frustração e a achar que estão a ser preguiçoso ou que não querem estudar.

Vamos criar brincadeiras que os façam estudar sem saber que estão a estudar. Vamos arranjar fichas divertidas e fazer com eles assim que chegamos a casa. Vamos brincar com eles jogos que os ajudem a desenvolver a fala, a leitura e a escrita.

Vamos ser mães e deixar que eles sejam crianças o mais que puderem, porque para a criança, tudo o que é novo é maravilhoso!

Hoje vejo o brilho no olhar do meu filho quando chega a casa e me diz que aprendeu a letra M! Hoje sinto-me melhor mãe quando me ponho a jogar com ele e os dois listamos todos os nomes de pessoas na família que começam com a letra M!

Alexandra M. M. Abdula (mãe de dois, esposa e artesã)

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