De Anônimo para Anônimo

Matheus Fernandes
Jul 27, 2017 · 2 min read

Olá, Anônimo

Espero que esteja tudo bem, por mais que acredite que não, devido às últimas circunstâncias. Te escrevo numa tentativa de me redimir, diante dos últimos acontecimentos. Eu errei com você, sei que errei. Mas espero, de coração, que me perdoe. Espero que entenda o que me levou a fazer aquilo. Mas caso você não entenda, não tem problema. Você tem esse direito.

Eu sei que o que eu disse pode ter parecido um pouco pesado. Sei também que você ficou chateado e magoado. Tanto tempo que a gente se conhece e eu digo aquilo. Mas você também falou coisas bem ruins naquela noite, eu me lembro muito bem. Mas a culpa não é sua. Eu entendo que foi tudo por causa do momento.

Não sei se você ainda tá mal. Faz muito tempo que a gente não conversa como naquela noite. Você sabe bem que a gente se ofendia com frequência e que estávamos sempre a magoar um ao outro. Mas mesmo diante de todas essas crises, a gente não se separa.

Você sabe bem o quanto queremos nos separar, porém sabemos que, por ora, isso é impossível. Mas um dia a gente se separa, no dia certo: até lá, muito mais crises virão, isso faz parte, eu sei. Mas espero que me perdoe pela última vez. Porque sempre que você se magoa, eu me magoo na mesma proporção.

Com carinho

Anônimo

Obs.: Eu não sei quem é o Anônimo. Ninguém sabe.
Meu único medo é que o anônimo seja eu.

Matheus Fernandes

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as palavras são inertes. ninguém entende ninguém.

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