O Dia que fiz uma tatuagem com uma técnica milenar e com um monge Budista, na Tailândia.

Desde que comecei a me organizar para conhecer um pouquinho desse continente, sempre tive a certeza de que seria a mais linda e especial experiência. De tanto ler, acabei descobrindo que em Chiang Mai (Tailândia), algumas pessoas faziam tatuagem. Tatuagem? Pois é! Isso quase nunca passou pela minha cabeça. Lembro-me que, quando entrei na faculdade, tive uma vontade enorme de fazer uma mandala nas costas, mas, quando fui informada que teria que ficar um ano sem doar sangue, desisti na hora!

Porém, viajar para o Sudeste também demanda um ano sem doar sangue, afinal, os postos de coleta de sangue do Brasil não gostam muito dessa ideia. Sendo assim, eu, com uma linda viagem programada, finalmente poderia fazer a desejada tatuagem, e o que é mais especial: em um templo com um monge budista! Coloquei a ideia na cabeça e, fui tentando criar a famosa coragem, afinal, ter uma marca para o resto da vida em nosso corpo é um grande passo.

Dias depois de minha chegada aqui em Chiang Mai, comecei a perguntar pelo tal templo, mas, ninguém sabia da existência desse lugar, e eu, não tinha sequer o nome do templo, muito menos o endereço. Mas não desisti do meu propósito! Essa louca tecnologia em nossas vidas, me levou até o Facebook de uma menina super descolada que, tinha feito o mesmo por aqui. Ela, super simpática, me deu o endereço de pronto. Sim, agora eu tinha o endereço!

Endereço em mãos, mas, sabendo que lá tinha que ir completamente coberta, que o único idioma usado no local era tailandês e que era mais ou menos uma hora de onde eu estava, pensei: O legal seria encontrar alguém que pudesse me levar e que falasse inglês para me ajudar. E assim, hoje pela manhã, encontrei um taxista. Ele me disse que não sabia chegar, mas que faria o possível para achar. Sua simpatia me conquistou e eu topei. 800 Bht para me levar, esperar e trazer de volta. Um preço digno levando em conta a distância.

E assim, segui rumo ao meu objetivo. O taxista, que já havia cobrado um preço justo, fez muito mais por mim, parou oito vezes para perguntar onde era, tirou fotos minha, foi meu tradutor e, ainda por cima falava: ‘Você e muito inteligente menina, sabe mais dessa cidade do que eu. Não se preocupe, vou cuidar de você e, nós vamos achar esse lugar’. Disse que eu fui a primeira brasileira que ele estava conhecendo e agradeceu pela oportunidade do trabalho. Lá estava eu: em um táxi, sozinha e, nessa altura, já torcendo muito pra encontrar o lugar.

Enfim, chegamos ao templo, o monge estava descansando, mas tudo bem, pois quando ele acordou e foi minha vez de ser atendida ele começou a entoar mantras em minha direção e, mostrou uma série de desenhos, especificamente, mostrou cinco que, segundo ele, seriam os mais especiais para mim. Então, para a minha alegria, dos cinco, três eram mandalas, que dariam sorte e iluminariam minha jornada pelo resto da minha vida. Então, sentei em posição de meditação, ele pediu para que eu relaxasse para que pudesse dar início.

Se dói? Sim, claro que dói, mas, é uma dor completamente suportável.

Quando estava na metade do desenho, eu comecei a chorar ao ponto de soluçar. Então caiu a minha ficha, estava do outro lado do mundo, longe de todas as pessoas que eu mais amo e, sendo tão bem recebida, por pessoas que nunca me viram, mas que sempre estão alegres e de coração aberto. Foi uma energia espetacular!

Ali estava eu, com um dos monges mais importantes de Chiang Mai, seu ajudante e meu mais novo amigo tailandês. Comecei a chorar tanto, e ele me falou: ‘Não se preocupe, pois, isso é normal. As pessoas choram mesmo porque a energia e muito boa’.

Boa é apelido né! Não parei de chorar, só conseguia falar o quanto estava feliz e o quanto sou grata a Deus por toda essa oportunidade de viver a vida como ela tem de ser, afinal, Deus nos criou para sermos felizes.

Uma alegria enorme e um sentimento de amor invadiram o meu coração que é difícil até mesmo de tentar explicar por palavras.

No final, ele entoou outro mantra na minha cabeça e, me disse: ‘Buda está te iluminando, sempre e sempre’.

E ah… Você não precisa pagar absolutamente nada, só dar uma ajuda se quiser. Viva e vida, puro amor que alegria!”

Abaixo o endereço do templo em Chiang Mai (Tailândia):

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