depois do tsunami, o rio a passar

Faça o favor de colar os pedaços da alma. A palavra, é reversível, ouve-se ao pé do ouvido. Mas isto não serve como cola, chora a alma.

A carta lida, intuída, alertava que o rio passaria, que as águas fluiriam. Então, alma, vazia, deixasse a dor passar, não se apegasse à palavra e à dor que ela causava. Isso ainda não era o fim do começo, há ainda um rio que quer fluir. Água, emoções, sentir deixam que fluam e que, ao mar, todo o rio há de desaguar.

Mas e o vazio, como preencherá? Não é possível preencher o ventre, vazio, enquanto o coração não aprende a amar. Uma etapa antes do ventre se encher. Permitir-se mais um transformar, antes de no mar se desaguar.

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