Simbolismos de uma assinatura

A assinatura no papel, registrada, selada encaminhada, aguardada..

No papel, um contrato. Um simples contrato de dissociação de antigos parceiros que, talvez, nunca tenham sido sócios. Não era uma sociedade, de fato, mas uma conexão de energia, que os ligava ali, naquelas antigas assinaturas, naquele antigo documento. Energia mais profunda que meros laços comerciais.

Sentia que ali, na assinatura, estava sua alforria, a final libertação daquilo que, um dia, chamou de casamento. Mesmo após os tantos anos que os separavam, a distância dos corpos até a data presente, parece sempre , que ainda havia algo que os ligava.

Algo que doía, algo que amargava. Ainda sentia, quando vinha a memória, seguida de um suspiro profundo. Mais profundo que podia, racionalmente, imaginar ou supor. Mas aquele suspiro denunciava que ainda haviam feridas abertas a serem curadas.

Mas como curá-las, como cicatriza-las?

Ainda haviam portas abertas, conectando os dois mundos e, talvez, seja esta assinatura, neste contrato, neste papel, neste envelope, que possa encerrar, em definitivo, as portas e as energias. Possibilitar, assim, a cura e a cicatrização derradeiras.

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