13 dias

Tem gente que não funciona muito bem com prazos. Eu pessoalmente não ligo, na verdade, eu adoro prazos finais. Eu gosto das coisas resolvidas, sabe? Definir um prazo trás um pouco de calmaria para o coração dos ansiosos, uma ferramenta que ajudar a ver a luz no fim do túnel.

Adoro colocar prazos na minha vida, principalmente nas coisas que não estão na minha zona de influência, eu penso que se eu criar um prazo eu vou começar agir e a resolução, que é o meu maior objetivo, virá no momento que estou estabelecendo.

Inocência minha achar que posso controlar a vida assim, que tudo vai se resolver quando eu achar que deve, pois eu já tinha estabelecido um prazo. A real é que a vida está cagando para mim e para o que eu penso. A vida quase sempre vai achar um jeito de me fazer planejar tudo novamente, me fazer criar novos prazos. “Paciência”, a vida me diz.

Eu vivo repetindo esse erro e por isso sou mestre em perder prazos. Paciência é algo que ainda preciso muito desenvolver e sei que enquanto for assim a vida vai continuar me testando. Tudo bem vai, eu aceito, até por que não posso deixar as coisas assim tão soltas. Preciso racionalizar, preciso saber que em algum momento terei as respostas, terei a finalização, terei certezas.

Para hoje, decidi que eu tenho 13 dias para nós deixarmos de ser ideia e passarmos a ser história ou futuro. Tenho 312 horas para não nos magoarmos nunca mais pelos mesmos motivos. Tenho 18720 segundos para por um ponto final nesse lance sem nome e com muito sentimento que já durou mais do que devia e mais do que minha paciência pode aguentar.

É isso, 13 dias, fácil, é bastante tempo, vai dar certo. E aí, finalmente serei livre para começar novos ciclos, tanto quantos forem possíveis. Meu coração estará fechado para ti para o resto das nossas vidas e completamente aberto para todas as oportunidades que a vida me agraciar. 

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