Desculpa, mas isso não tem perdão.

Sobre os muitos defeitos que tenho, aqui vos apresento o meu defeito mais obscuro.

Eu não sei perdoar. Ponto, sem vírgula. Eu não sei perdoar.

Ensinaram-me que o perdão é algo sublime, que transcende. É como se todos os males fossem entendidos e aceitados, mas eu não sou dessas que aceita as coisas assim, tão facilmente, tão sem sequelas.

Confesso que na minha essência o sentimento de justiça fala mais alto, eu me considero pacífica, mas quando me sinto lesada o desejo de vingança pulsa forte no meu coração. Depois de muita vida entendi que não preciso ser feitora da desgraça alheia, preciso apenas deixar o karma solto no universo, pois sei que ele voltará e a “vingança” será feita pela vida na hora mais apropriada.

Aprendi também que posso deixar para lá o aborrecimento, que posso olhar no fundo do olho do outro e dizer: “Tudo bem, eu te perdoo” que logo vem acompanhado de “Mas , eu não quero mais você na minha vida”.

E assim acaba. Sem conversinha, sem segunda chance e sem mimimi. Eu me dei por inteiro, você começou com 100% da minha admiração e resolveu gastar tudinho. Acontece que confiança não é refil, não dá para encher novamente. Eu não tenho motivos para te dar mais uma chance de me desapontar.

Desculpa, mas esse é o máximo de evolução que consegui atingir até o momento. Te desejo o melhor que você pode merecer, e que isso aconteça bem longe de mim. Rala…

“Te vejo outra vida quando nós dois formos gatos” Vanilla Sky.

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