Sobre tristeza

Esse ano foi o ano onde eu tive uma das melhores experiencias e a pior semana desses últimos 25 anos.

Presenteei minha mãe com uma parada que ela queria há tempos. Sério. Muito tempo mesmo. Metade do meu salário foi nessa parada, mas o sorrisão da véia pagou cada centavo.

Já a pior semana foi quando minha bisa morreu e, logo em seguida, perdi meu emprego.

Foi difícil e ficar em casa me deu muito tempo pra fazer nada. Muito mesmo.

Por um lado consegui finalmente ir buscar meu violão no conserto, coisa que eu tava adiando desde o final do ano passado porque não tinha como. Eu e o luthier trampávamos só durante a semana.

Decidi comprar uma mesa digitalizadora pra fazer umas ilustras e é aí que começa a história.

Pra passar um panorama mais completo é bom que vocês saibam que eu sou uma esponjinha.

tãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhãhã

Tá, não exatamente assim. HAUHAUHAU

Mas eu sou uma esponja. Absorvo tudo quanto é tipo de vibes ao meu redor™

Basicamente, manja naquela parte em que o Harry Potter começa a ver tudo pela ótica do Voldemort durante o sono etc? Daí ele vai estudar oclumência com o Snape e falha miseravelmente?

Basicamente eu falho miseravelmente em oclumência e eu absorvo tudo mesmo. Foda-se… Fodo-me, na verdade.

Primeiro que redes sociais são um vício. Isso é óbvio.

Vai dizer que você nunca conheceu alguém que conhecia alguém que era primo de uma pessoa famosinha do fotolog em idos de 2004?

Vai dizer que você nunca apurrinhou seus amigos, parentes etc pra te convidar praquela outra rede social super descolada em idos de 2006? Era tão descolado que você só entrava por meio de convite.

“E aí, gatinha. Tem MSN? me add lá maicao18cm_cam@hot…” Porque era mais descolado meter uma reticencias depois do hot do que escrever ROTMEIOUPONTOCOM.

Sempre foi vício. Só muda a mídia, o nome, mas em essência é tudo muito igual.

Ruim? De certa forma.

Claro que cada um usa do jeito mais adequado pra si, mas no meu caso isso chegou num nível que eu realmente tive que parar.

Como eu disse ali em cima, eu sou uma esponjinha, então tudo de bom eu capto, bem como tudo de ruim também.

“Eu sou o que eu sinto. E eu sinto muito.”

HUAHUAUHAUHAHU credo.

Foi mal.

Retomando…

Evito ao máximo repassar conteúdo que me faz mal ou que eventualmente venha a ferir alguém, mas a gente nunca sabe o quão nocivo as coisas podem ser.

Esse ano, depois de ter sido mandado embora, eu consegui evitar entrar no Facebook por algumas vezes. Depois de algumas situações as quais eu realmente não consegui lerigou.

Mas voltei.

Só que dessa ultima vez foi demais.

Vejo muito post de tristezinha, muito post de deprezinha. Eu sei que muitas vezes é forçação, bem como não é/pode não ser.

Essa forçação de barra é um negócio que vai se agravando.

Pensa bem, é uma posição comoda estar logado numa rede aleatória, compartilhando muito conteúdo engraçado. Conhecimento de causa, amigos. HAUHAUHAU É meio que uma zona de conforto.

A tristeza também tem isso.

Eu lidei com luto esse ano, algumas vezes, uma delas, como disse antes, perto demais. Minha bisa com quem convivi os últimos 3 anos, o último ano e meio, quase que diariamente.

Tristeza também vicia.

A parada é que na minha timeline, perto da última data quando eu efetivamente usei o Facebook, pipocaram uns 2 ou 3 posts de uma tristeza profunda, que me fizeram visitar uma parte da minha mente a qual fazia muito tempo que eu não acessava. E pretendo não mais voltar.

Sério.

Lá fui eu, Maicão Esponjinha Calça Redonda absorver bad vibes de posts de Facebook e chegar no ponto onde realmente não me interessa mais.
Ou pelo menos cheguei ao ponto de assumir que, até algumas coisas as quais eu fazia por lá, já tavam dando a volta. Saturaram.

Eu sei como funciona minha cabeça, apesar de as vezes não ter controle sobre o que acontece lá. Eu me entendo e sei o que eu posso fazer pra ser menos desgraçado da cabeça™, mas quando vem de enxurrada assim, eu me contamino, fico bad pela bad alheia.

Sua dor não é maior, nem menor que a minha e, por mais que pareça que eu to arrumando culpado por eu ser um bosta, eu não to.

Tendo chegado nesse ponto disse CHEGA! e fechei a tal guia. Abro muuuito de vez em quando e já fecho.

“Mas Maicão, o que te aconteceu nessa semana pós-desistência das redes?”

POR PARÍVEL QUE INCREÇA minha produção não aumentou porque não tem como aumentar algo que, meio que não existe.

Sério, eu to trampando em ilustras novas muito mais do que antes. Só essa semana devo ter feito umas 3 ou 4.

TRÊS OU QUATRO ILUSTRAS!

Eu não tinha uma produção assim desde que eu comprei a Intuos™.

Me sinto mais leve. Mais tranquilo. Mais favorável. Mais envolvente. Mais PLAW!

Revisitar isso não é fácil, na real.

São pensamentos que nem deveriam existir. Eu nem lembrava mais como era isso e sentir de novo foi um murro no meu estômago.

As vezes, pra ser sincero com vocês, eu nem sei se isso tudo que eu sinto é só brisa minha mesmo ou se eu roubo a brisa de mais gente. Não é fácil passar, mas da pra passar.

Eu sei porque eu já passei por isso.

Mais de uma vez.

E eu vejo gente passando por isso. Gente que eu vi reclamando que não conseguia fazer nada pra mudar a situação.

A iniciativa tem que partir de você.

Sempre.

Pra tudo.

Inclusive pra ser menos desgraçado da cabeça™.

Mas eu vou aliviar pra tristeza agora.

To fechado com a sad vibes desde criança e tem uma coisa boa nela.

Uma só. Muito pontual.

Ela te faz ver coisas que a felicidade não deixa.

Para pra pensar. Você aprende mais sobre você depois de um puta role dahora, felizão, pa, topzera show ou depois de uma crise fudida?

Tudo tem um ladinho positivo no fim das contas, mas não abraça que viver de bad o tempo todo te faz um cara mais show, broder da galera etc.

Geralmente quando a galera vai embora você só tem você.

E eu sei bem que ser sua própria companhia sendo um monstrinho da treva não é bom.

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