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Qual o sentido da vida?

Não há uma resposta certa.

Depois de um fim de semana rápido no litoral, veio à tona um sonho antigo que teve seu primeiro despertar há pouco mais de quatro anos: o de ser fotógrafo de surf.

Não é de hoje, que comecei a transformar a insatisfação diária provocada pela rotina (e pelo feed de redes sociais) em pensamentos para tentar guiar minha vida de forma que, o sonho de trabalhar com shows e esportes mais radicais ou relacionados com água, especialmente o surf, pudesse ser algo real no futuro próximo.

Mas “a vida amigo, essa é uma caixinha de surpresas”, como é dito na esquete de Joseph Climber, do grupo Os Melhores do Mundo. E bota surpresa nisso! É que ela te leva a caminhos não esperados, e por mais que você guie pensamentos, canalize energias, e busque de toda forma se tornar aquilo que você acredita que te faria feliz, o acaso está ali fazendo sua parte para o bem, ou para o mal.

Não tiro o crédito de quem se esforça, abdica de coisas, momentos e pessoas, de quem luta e muda de vida, mas é certo que muita gente faz tudo isso em dobro, e mesmo assim o acaso está lá, botando uma estrada sinuosa que leva para outro lugar. É como se o GPS do destino recalculasse a rota o tempo todo, te levando para um alagamento, quando você só quer um caminho alternativo longe da chuva.

E é o acaso anda lado a lado com as escolhas e com as renúncias. Por mais que você tente se auto direcionar, a economia, as relações de amizade, de amor e familiar, te conduzem para um determinado caminho. Mesmo você deixando de lado esses sentimentos e desapegando das posses, há uma grande questão, que na minha opinião, tem muito a ver com uma liberdade proporcionada principalmente pela questão financeira, que te impede de abrir totalmente as asas.

Não deveria ser assim, mas a sociedade capitalista, o capitalismo em si, acaba se tornando uma roda gigantesca que faz com que você corra dela, para no fim tentar ser feliz com ela ou por conta dela. É complicado, mas é como se fosse ligados, para fugir, é preciso ou sofrer as consequências, ou abraçar a causa e deixar de lado a vida sonhada.

Esse texto foi retomado dois anos depois, a partir do parágrafo anterior. Até então era um rascunho, escrito em um verão um pouco mais feliz dentro de tantas estações menos oportunas. E essa retomada veio em meio a maior crise da nossa geração. Pandemia, crise econômica, modelos tradicionais de trabalho se desfazendo, dólar alto, viagens restritas, e claro com os sonhos adiados.

Muita coisa mudou nesses dois anos em que o rascunho foi feito e retomado. A roda da vida, ou do capitalismo, seguiu seu caminho. Não sei mais quem corria de quem ou contra quem. A verdade é que o tempo sempre parece insuficiente, e isso talvez não nos deixe pensar no sentido da vida, que todos procuram descobrir. Ou então não é só o GPS da vida perdendo um sinal aqui e outro ali e recalculando a rota para onde o destino acha que é o local certo a se chegar.

Você se sente meio assim também? Posso te indicar alguns livros? São estes:

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Jornalista, pai e tenta ser youtuber! Trabalhos: linktr.ee/vancine

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