O amor que durou (somente) um tempo.

Olhei pro lado e ali estava você. Mas aonde eu estava? Fechei meus olhos na busca por um motivo de ter te colocado ali, exatamente em cima da minha ferida mais dolorida. Eu já não me via mais e já chorava sabendo que passando 2 minutos eu já enxugaria minhas próprias lágrimas agradecendo por você ter ficado ali. Mas você não fazia nada. Eu fui a pessoa mais controladora possível que te colocou ali, deitado na minha cama, esquentando o meu almoço ou me massageando os pés. Eu te coloquei por cima e te disse que eu era frágil, -eu precisava de um motivo-. Precisava amar você, mas no fundo nem eu me amava. Eu olhava você e me via, pelo reflexo dos seus olhos ou pelo toque da sua mão. Você me amou e me fez enxergar o quanto eu ainda não me amava. Você dizia, mas não com palavras, o quanto eu era linda, mas me implorava a reciprocidade que eu não tinha para oferecer. Eu já via a sua desistência, no seu olhar vazio e nas mãos trêmulas quando não sabia mais o que dizer.

Mas te encontrei, em meio ao caos, para aí sim, me encontrar, refletida em você. A culpa não era minha e nem foi sua. A diferença é que a cura era minha, mas eu me reduzi em busca da sua.

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