A busca por um mundo melhor é a colaboração? Sim. Engaje-se nessa!

Foto: Melanie St James‎/The Global Summit Brasil Community

É preciso mudar o modo de fazer as coisas na vida. O capitalismo agonizante mostra que nosso modelo de buscar a subsistência pode não fazer mais nenhum sentido. Quem me conhece de perto sabe que estou na busca de uma transição. Ainda não sei aonde esse caminho vai me levar… só sei que vai pra longe do caminho que eu fiz até aqui. Na procura do equilíbrio entre o que estou disposta a fazer, o que quero fazer e o que a vida me oferece aparecem mais nãos do que sims (sins?!). Não para o trabalho com carteira assinada, para @s chef@s autoritári@s, para don@s de empresas que se reconhecem como a reencarnação do Buda, ou acreditam piamente que são melhores que os outros. Essas pessoas seguem sem senso-crítico ou sem aquele brother que fale na cara deles: você não se acha ridículo se achando superior?

Fugindo de tudo isso -desse mundo embrutecido pelo status de se ter dinheiro, um casamento, um carro, uma viagem pra Miami (e tem tanto lugar bacana nesse mundo, minha gente)- buscando o autoconhecimento na melhor linha “conhece a ti mesmo” tenho achado muita gente que, como eu, está sem direção, mas procurando um local onde as relações sejam menos na base da fofoca (ou da falácia da meritocracia, em um mundo tão desigual) e mais na troca de experiências, de revelar sentimentos. É um caminho pulsante, sem volta. Muitos têm me olhado sem entender. Os amig@s e familiares que aceitam quem eu sou e respeitam minhas necessidades me olham com uma cara de que tudo ficará bem. Esse olhar encontra ninho na minha alma, que também tem essa certeza. A tod@s vocês o meu amor mais pleno.

Na procura pelas pessoas que querem fazer desse mundo algo melhor e mais amigável, agradável, altruísta, encontrei as ferramentas e o mundo da inovação social e os negócios de impacto social. Tenho participado de fóruns, encontros presenciais ou online, jogos de cooperação, tudo muito novo e enriquecedor. Mas no fim de agosto encontrei um rede global e pude me conectar com dezenas de pessoas que já estão nessa trilha e mostram que não estou doida e que o sonho não acabou. Elas alimentam ainda mais meu coração de esperanças e abaixo eu conto um pouco como conheci e participei da cocriação de projetos que saíram de muitas cabeças mediante o uso de mandalas, games que direcionam nosso poder criativo e capacidades de colaboração pela criação de um mundo melhor. Todos estão convidados a fazer parte dessa rede; é só entrar em contato pelos links que espalhei por aqui. A acolhida é gigante, não hesite, ma friend!

O Global Summit — V Fórum de Inovação Social — foi um encontro de pessoas que pensam, planejam e vivem a cocriação como a única forma de levar a vida, por ser ela mais próxima da harmonia entre seres vivos e o ambiente. É preciso modificar as relações e ter uma alternativa ao modo de produção que estafa corpos e aniquila mentes. Não é utopia, é a condução de um conjunto de ações práticas nesse sentido, que gera abundância e otimiza recursos compartilhados. O objetivo que une, nesta iniciativa que chega a sua quinta edição mundial, é o bem comum, porque somos todos parte de um mesmo locus, as cidades, países, os territórios em suas diversas formas e culturas.

Realizado de 24 a 30 de agosto, o evento foi dividido em duas partes. Pela manhã eram realizadas mesas de debate sobre temas urgentes, como o Comunidades de Aprendizagem, Direito à Moradia, Transparência nos Meios de Comunicação, Empreendedorismo Social, Saúde Holística e Comunicação Não Violenta. À tarde, o público se dividia em quatro grupos, por escolha de afinidades: Cidades Prósperas, Saúde Integral, Educação Para Todos e Economia do Clima. Nessa divisão, cada grupo realizava atividades de cocriação, usando diversas ferramentas sociais e sendo conduzido por facilitadores, ouvindo cases de pessoas que já desenvolvem negócios de impacto social, inspirando-se e ouvindo-se mutuamente. O resultado desse brainstorm foram conhecidos nos projetos apresentados no último dia 30, e que serão desenvolvidos nos próximos meses e anos, com o intuito de construir coletivamente uma sociedade mais justa e (por que não sonhar e agir?) mais agradável e afável para tod@s.

Protótipos a partir do Rio de Janeiro

Com uma média de 100 participantes de diversas partes do mundo espalhados pelas dependências do Museu de Ciências da Terra, na Urca, o fórum desenvolveu protótipos de ações coletivas que sairão do papel no próximo ano, com a sinergia de quem esteve lá, mas com energia na multiplicação das ideias para além das redes sociais. (Veja projetos abaixo.) A realização foi feita pela Empowerment WORKS (www.empowermentworks.org), rede colaborativa global catalizadora de soluções locais.

As propostas de inovações sociais buscam fornecer material e estratégias de planejamento que, além de construir um produto objetivo, o faça de forma acolhedora, amorosa, colaborativa e produtiva não apenas para quem toca um trabalho, mas para o local onde eles está inserido. Além disso, é preciso engajar pessoas. Buscamos algo como resposta à pergunta: como ganhar a vida melhorando o planeta, pensando as cidades, as relações humanas, olhando atentamente e refletindo sobre os impactos internos e externos e cada pessoa?

Um circuito de apresentação e experimentação de tecnologias criativas e soluções sociais aplicadas aos desafios extremos que enfrentam as comunidades do Rio de Janeiro. O projeto pretende em um ano validar uma caixa de ferramentas e um método de baixo custo e alta replicabilidade para mudar a realidade das comunidades cariocas mais necessitadas. Protótipo começa a ser desenvolvido para cocriar soluções com a comunidade do Pica-Pau, na zona oeste do Rio de Janeiro.

  • Economia do Clima — App, projeto de lei e criação de um Eco Hub

Criação do aplicativo The Green Eye, que será uma base de dados aberta (como uma “wikipedia da sustentabilidade”), com cadastros de empresas e produtos. Nele, o consumidor vai avaliar produtos, práticas de produção e prestação de serviços pelas empresas. Objetivo é mudar a consciência do consumidor e criar local de consulta de referência de dados com a pegada ecológica das empresas atualizadas com informações institucionais e dos consumidores. O diferencial da iniciativa é oferecer uma espécie de checagem, com a opinião dos consumidores, como forma de endosso das experiências reais — não apenas a imagem formada por dados fornecidos oficialmente.

  • Educação Para Todos— Três ações coordenadas

Criação de um grupo de trabalho com reuniões semanais no Rio de Janeiro para produzir três iniciativas:

  1. Desenho de uma política pública para incluir a matéria Humanidade (Academia do Ser) na grade curricular do ensino público
  2. Sistematizar e divulgar um método de como montar um espaço de aprendizagem para cursos online, palestras e dinâmicas, com mínimo recurso e máximo aproveitamento
  3. Replicar e reinventar o modelo Cidade Escola Ayni, no interior do Rio de Janeiro.
  • Saúde Integral— Criação de uma política pública de fortalecimento do SUS

O grupo planeja uma forma prática de fortalecer a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), buscando produzir dados e estatísticas sobre os impactos das práticas integrativas sobre a saúde e o custo-benefício, comparativamente a outras práticas. Assim, haverá mais possibilidade de acesso a investimentos por meio de doações que podem ser abatidas do imposto de renda. Para isso, foi criada uma página no Facebook que já está sendo usada para fortalecer ações simples e disseminar informações de redes, além de organizar parcerias. Saiba mais em: https://m.facebook.com/saudeintegralSUS/

O que vem por aí

The Global Summit tem como propósito mobilizar soluções locais para desafios urgentes da humanidade. Para isso, os organizadores criaram um programa virtual e kits de ferramentas. Além disso, estão abertas inscrições para a Competição 2016, cujo prêmio é uma viagem para o VI Global Summit, em San Francisco (EUA), em 2018. São três passos para cocriar soluções locais e participar. ( Veja como se unir e participar aqui: http://theglobalsummit.org/local-summits/)

The Global Summit

O fórum de inovação social, econômico e ambiental está em sua quinta edição, sendo sempre realizado na cidade-sede das Olimpíadas. Ele reúne lideranças e pensadores da economia criativa e colaborativa, dando voz aos participantes e deixando como legado projetos inovadores de soluções sociais. Saiba mais em: http://TheGlobalSummit.org/

O evento é organizado pela Empowerment WORKS em colaboração com muitos parceiros inspiradores, incluindo o Museu de Ciências da Terra, Serviço Geológico do Brasil, WeLight.co, #Ajogada, the BRICS Policy Center, Gaia Education, Cernunnos Media, Rio Criativo, Startup Rio, Catalytic Communities, Community in Action, Musical Activist Alliance, Bioneers, entre outros.

Veja mais em www.TheGlobalSummit.org e confira todos os parceiros e vozes participantes.

Depois de conhecer tudo isso e encontrar a conexão com pessoas que têm o mesmo propósito que eu, melhorar o mundo a partir de nossas habilidades, aprender e trabalhar coletivamente por uma sociedade melhor, eu só posso desejar a mim e a quem embarca nessa uma boa viagem! O caminho é compartilhado!

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