A bendita resiliência…

Se te deram limões, faça um bolo de chocolate.

De vez em quando aparecem umas palavrinhas novas (ou às vezes nem tão novas assim) para apresentar conceitos que devem ser (re)lembrados e aplicados sempre!

Uma delas é a ‘resiliência’. Alvo de artigos de revistas na área de Administração, Recursos Humanos (ou Gestão de Pessoas, como queiram), vem sendo divulgada há algum tempo e muito esperada pelos empregadores como habilidade fundamental a ser demonstrada pelos empregados.

Vamos relembrar o conceito, e para quem ainda não o conhecia. Ei-lo:

De acordo com o site UOL, significa “a habilidade de lidar e superar as adversidades, transformando experiências negativas em aprendizado e oportunidade de mudança”.

Em que contexto a resiliência pode ser aplicada? Em todos! Com a família, com os amigos, no trabalho, na vida! Daí a gente começa a pensar:

“Até que ponto devemos ser resilientes?”

“É importante que eu seja uma pessoa resiliente!”…

Tenho que saber lidar com as dificuldades, com os obstáculos que se apresentam para mim.

Assumi uma função de liderança, e aguentar a pressão é intrínseco a esse papel!”…

E por aí vai!

Tenho observado muitos colegas numa batalha por buscar gerenciar essas situações, em que muitas vezes são impelidos a tolerar níveis de pressão estressantes, condições de trabalho desumanas e diria até, um desamparo no que diz respeito a questões institucionais que requerem tomada de decisão.

Bem, digo-lhes que, uma coisa é superar desafios e aproveitá-los para aprender com isso; outra coisa é suportar determinadas situações e sofrer ao ponto de quase não haver recompensas. Ou seja, incute-se a premissa: se te deram limão, faça um bolo de chocolate!

Estamos aqui para aprender e sermos felizes… E sim! Felicidade é uma escolha! Inclusive a escolha de não ser resiliente num ambiente que pouco contribui para sua progressão.

Ah, mas aí você pensa: Quando mais adversidades, mais oportunidades de praticar a resiliência…

Procuro fazer essas reflexões e fazer minhas escolhas com base no seguinte:

>> Observe as origens das problemáticas! É algo que você consegue ter influência para mudá-las?

>> O papel que você exerce tem um impacto estratégico capaz de contribuir para as decisões que estão no mesmo nível?

>> As atividades que você desempenha são aquelas em que a maioria te dá brilho nos olhos e sensação de ‘estou realizando minha missão’?

>> Você olha ao redor e percebe que suas atitudes tem impacto positivo nas pessoas, sejam colegas ou clientes e que isso te dá propulsão para manter-se motivado?

>> Fazendo um somatório, as adversidades estão em maior número que os momentos de satisfação?

Não tem receita para definir o nível tolerável para ser relisiente, ou mesmo para especificar se somos ou simplesmente não somos resilientes.

O ponto aqui é: ficar e lidar com a situação me afasta ou não do meu propósito de vida? Ficar e extrair forças está impactando positivamente na minha felicidade? Ficar e gerir as situações contribui para meu aprendizado, tanto no sentido profissional quanto pessoal?

Sem reflexão, estagnamos, apenas mantemos as coisas do mesmo modo como estão! Pensemos sobre nossas escolhas e mais ainda, pensemos o que nos leva a fazer determinadas escolhas.

Abraços!

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