Dar murro em ponta de faca…

Estreou há poucas semanas o filme Joy: o nome do sucesso, inspirado na vida da norte-americana Joy Mangano, uma inventora e acima de tudo, uma batalhadora.

Bem, partindo do filme, vivenciei a seguinte situação no meu casamento: Estamos montando nosso apartamento e temos um sofá de 2,20 metros. Foi uma doação, investimos nele e trocamos toda a cobertura! Ficou lindo… Tem dois lugares e cabem quatro pessoas. É quase uma cama! Mas ele é muito grande!!

Então, há algum tempo, o marido e eu temos discutido se ele caberá na nossa sala… Antes disto, é necessário primeiro que o dito cujo chegue até o apartamento. Não dá para subir de elevador e estamos na dúvida se passa pelas escadas do prédio. Então, eis a questão!

Desde o início, meu posicionamento é: vai caber!! E estamos nesse debate: passa ou não passa??…

A situação me remete quando eu era criança, em que sempre escutava minha avó falar “não devemos dar murro em ponta de faca!”

Lembro dessa frase quando me pego teimando por algo ou quando vejo alguém se debatendo numa postura inflexível a respeito de alguma ideia.

Mas, como diferenciar a teimosia, no qual “esmurramos” algo, mesmo sabendo que estamos nos machucando, por pura insistência, muitas vezes infundada OU a persistência, quando lutamos por algo que de fato acreditamos e nos baseamos em nossa intuição, análise, experiência de vida?

Tenho sido incisiva a respeito do sofá, buscado mostrar o quanto é uma boa escolha ficar com ele, analisando o espaço entre um corrimão e outro, concluindo que é totalmente possível. No filme, Joy chamou para si a responsabilidade de fazer sua criação deslanchar (um esfregão incrível), defendeu sua ideia, se manteve firme e lutou para não esmorecer e no final… bem, vejam o filme!

Ela era teimosa? Talvez. Certamente era obstinada. Não absorveu as várias opiniões dos parentes quando diziam que não ia conseguir, que não era capaz. Joy não deu murros na faca. Ela a segurou pelo cabo, ela a afiou, se cortou levemente, até porque ninguém é perfeito e o desfecho é que aprendeu que, quando tomamos as rédeas das nossas escolhas e assumimos o negócio, mantendo as nossas certezas com humildade, alcançamos os resultados.

Por isso, em breve estarei relaxada na minha sala nova, sentada no meu magnífico sofá.

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