EU ME AMO, EU ME ACHO! E NÃO TEM NADA DE ERRADO NISSO!

Eu não sei quando exatamente, mas em um determinado momento eu perdi (por um bom tempo) minha autoconfiança e passei a me esconder, por medo de aparentar ser exibida demais, metida demais, pra frente demais… E não foi por acaso, houve vários estímulos externos provenientes de línguas afiadas que contribuíram para isso.

Eu não sei quem foi o Santo ou Santa que disse que era pecado mortal você “se sentir”, “se achar”.

Meu caro leitor, quero lhe dizer uma coisa: Não há nada de errado, feio ou constrangedor nisso! Aliás, sentir-se tão confiante assim é um ótimo sinal, significa que sua autoestima é das boas. E se tem uma coisa que aprendi nessa vida, é que autoestima é o alicerce para uma vida gostosa.

Agora voltando para a minha pessoa: eu tive a desagradável experiência de dar ouvidos demais à opinião alheia. Desde criança sempre fui afetadinha e fui me tornando a garota que sempre estava envolvida nos eventos da escola, a que sempre queria ser a líder de sala, que adorava chamar atenção, que estava sempre arrumadinha, se achava linda e não negava isso a ninguém, a mocinha que os meninos queriam beijar e a que nunca duvidou de ser capaz de tudo o que quisesse conquistar. Mas aí algumas pessoas julgaram esse comportamento como mesquinho, fútil, egoísta, coisa de gente chata (porque o normal e aceitável para essas pessoas é ser o mais invisível e sem graça possível) e ninguém pode ser assim, porque aí é demais; tem que ser humilde e, pra ser humilde de verdade, você não pode se amar tanto assim.

Pois bem queridos, de tanto ouvir essas coisas eu comecei a me perguntar se eu estava realmente errada em ser assim, se isso era feio e “sem classe”. Alguns comentários me faziam sentir uma pessoa vulgar, como se eu agisse assim pra chamar atenção da macharada toda. Olha, eu ouvi todo tipo de comentário e comecei a me diminuir, a me esconder e a ter medo de aparecer. Passei a falar menos em rodas de conversa… eu tremia só de pensar em expor minha opinião. Em meus relacionamentos, tentava ser o mais discreta e quietinha possível em meio a família e amigos de namorados, porque eu não queria passar “uma imagem errada”, eu queria ser “recatada”.

E Deeeeeuuus do céeeuu, como isso destruiu a minha autoestima!! Isso me fez ter medo de mundo e podou todos aqueles talentos bons que eu tinha em tudo o que fazia. Passei a dar valor demais pra a opinião alheia e a não me achar tão boa, parei até de escrever!!!! Eu tive medo do meu brilho e me ofusquei. Isso me frustrou muito.

Mas uma hora a gente cansa de apanhar e resolve aprender a bater! No meu caso: reaprender, pois posso dizer que só estava fora de forma. Depois de tanta coisa chata acontecendo na minha vida, cansei de viver para os outros, decidi tacar o “foda-se” e recuperar minha autoestima. Voltei a escrever, a me produzir para fotos, me arrumar mais, fazer vídeos e publicar, dar minha opinião, aceitar e agradecer os elogios de cabeça erguida e, o principal e mais difícil: IGNORAR a língua alheia e gritar para as vozes negativas dentro de mim que eu não sou nada do que elas falam. Este ultimo é um exercício diário, desgastante, conflituoso, mas não invencível.

Por fim, tudo o que tenho pra dizer, querido leitor, é que se você se identificou com tudo isso, saiba que estamos juntos nessa e que é possível recuperar sua autoestima sim!

EVITEM TER MEDO DE APARECER, DE SE ACHAREM CAPAZES, LINDOS… BRILHEM! A GENTE TEM QUE SE AMAR, PORQUE SE UM DIA NÃO AMAREM A GENTE, JÁ TEREMOS AMOR PRÓPRIO SUFICIENTE PRA SEGUIR FELIZES E INDEPENDENTES!

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