Um grupo formado por muitas mulheres e um homem posa para a foto. Dentre eles, Carla Mauch e Guacyara Labonia seguram flores.
Um grupo formado por muitas mulheres e um homem posa para a foto. Dentre eles, Carla Mauch e Guacyara Labonia seguram flores.
Grupo de educadores com as formadoras Guacyara e Carla na Casa MD

Além dos muros da escola: Laboratório de Práticas Pedagógicas Inclusivas

Mais Diferenças
Nov 26 · 3 min read

Em novembro, encerramos as atividades do Laboratório de Práticas Pedagógicas Inclusivas, um ciclo formativo realizado no âmbito do Projeto Brincar, iniciativa da Fundação Volkswagen, desenvolvido pela Mais Diferenças em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

O último encontro ocorreu na Casa MD, onde foi realizada a apresentação do filme acessível “Longe da Árvore”, baseado no livro “Longe da Árvore: pais, filhos e a busca da identidade”, de Andrew Solomon. Ao final da exibição, disponível pelo selo Believe e distribuído pela Flow por meio da plataforma VideoCamp, foi promovido um debate sobre diversidade, deficiências e o papel do educador na inclusão de pessoas com deficiência, articulando o percurso traçado para os participantes, que envolveu atividades culturais, estudos e o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas.

“O que mais me chamou atenção foi a ampliação de conhecimento cultural que existe em São Paulo” — educadora participante

Um grupo de mulheres, está sentado num gramado, em roda
Um grupo de mulheres, está sentado num gramado, em roda
O quarto encontro aconteceu na Biblioteca de São Paulo

Ao longo de cinco encontros, educadores da Rede Municipal participaram de atividades em diversos espaços culturais da cidade. A programação tinha como proposta diversificar e ampliar repertórios em diferentes linguagens artísticas e culturais.

No Sesc Santana, a exposição “Raiz, Memória e Humanidade” foi uma oportunidade de reflexão sobre cultura popular, memória e pertencimento por meio da fotografia. A mesma linguagem foi abordada, sob outra perspectiva, na mostra “Man Ray em Paris”, com obras do fotógrafo estadunidense Man Ray. Nessa última, os visitantes puderam experimentar os recursos de acessibilidade produzidos pela Mais Diferenças para a exposição do Centro Cultural Banco do Brasil.

“Proporcionou uma visão de São Paulo para além da escola e na escola, nos transformando”

Já no dia do espetáculo “A Verdadeira História do Barão”, além do contato com a ludicidade e os diversos recursos cênicos apresentados pela Companhia Cênica Nau de Ícaros, eles tiveram uma conversa com o diretor artístico e coordenador geral do grupo, Marco Vettore.

Carla Mauch fala, de costas para a câmera, para um grupo de educadoras.
Carla Mauch fala, de costas para a câmera, para um grupo de educadoras.
Uma das atividades foi a visita à exposição acessível “Man Ray em Paris”, no CCBB

Em todos esses encontros, os educadores trocaram informações sobre as práticas que desenvolveram em seus cotidianos escolares inspiradas pelas atividades do Laboratório. No passeio pela Biblioteca de São Paulo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer todos os espaços, o acervo e os equipamentos de Tecnologia Assistiva que facilitam a leitura de pessoas com deficiência e que estão disponíveis para todos os frequentadores.

“O ponto que mais me chamou atenção foi o quanto a arte e cultura promovem uma visão em nós mais libertadora e rica para tantas coisas e principalmente para com as pessoas”

A programação deste encontro incluiu a participação em uma entrevista com a escritora Betty Milan, conduzida pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, do programa “Segundas Intenções”, que abordou a relação da entrevistada com os livros, a leitura e sua trajetória como escritora.

“O Laboratório mudou meu olhar para a inclusão”

Ao longo deste semestre, o Laboratório de Práticas Pedagógicas Inclusivas buscou ser um espaço de estudo, vivências e experimentações que articularam a educação e a cultura, destacando a importância da diversificação das estratégias e metodologias de formação continuada, explorando a interdisciplinaridade e extrapolando os limites das unidades educacionais. Tudo isso tendo a rica oferta cultural da cidade de São Paulo como ponto de partida, inspiração e provocação para o desenvolvimento de práticas pedagógicas para todos e todas.

Para saber mais sobre o Brincar, acesse o site da Mais Diferenças.

Mais Diferenças

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ONG com foco em educação e cultura inclusivas

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