Lucas de Souza
Jul 21, 2017 · 3 min read

115 anos de glórias

Eu comecei a acompanhar futebol em 2005, tinha 7 anos de idade. Minha família praticamente inteira é composta por flamenguistas. Isso seria um grande motivo para torcer pelo Flamengo? talvez, mas outro clube me escolheu (e eu agradeço a ele por isso até hoje). No primeiro ano que comecei a ter noção de futebol o Fluminense foi campeão carioca de uma forma dramática contra o Volta Redonda, com o zagueiro Antônio Carlos fazendo o gol do título nos acréscimos, foi ali a minha primeira grande emoção com o futebol.

Minha relação com o Fluminense é bastante intensa. Se o clube ganha eu ganho o meu dia, já se ele perde o dia fica ruim. E não é uma coisa de poucas horas, eu fico pensando “e se aquela bola tivesse entrado? não podia perder. Era uma chance clara”, as vezes dependendo do momento me desanimo bastante, mas largar de mão jamais. Minha relação com esse clube não permite que eu o largue de mão pela história e pelo amor que tenho por ele.

Vivi momentos incríveis como o título da Copa do Brasil de 2007 quando quase todo mundo não acreditava mais no FFC por conta do empate com gols no primeiro jogo no Maracanã, daí ele foi até o Orlando Scarpelli e venceu o Figueirense.

Em 2008 fizemos uma Libertadores mágica. Pergunte a qualquer tricolor qual o jogo que ele tem a melhor recordação e ele responderá certamente a partida contra o São Paulo nas quartas de final ou contra o Boca Juniors na semi. Infelizmente o destino quis que perdêssemos a final. Eu inclusive nunca vi os pênaltis daquela partida pois fiquei de costas para a TV na hora apenas ouvindo a narração.

O imponderável é uma característica do Fluminense e ela foi provada novamente em 2009 com uma arrancada monumental para evitar um rebaixamento dado como certo. É como a própria torcida canta “Todo mundo dizia Fluminense é o fim da sua vida, mas a gente sabia da força da nossa torcida”. E em um jogo tenso após vitórias consecutivas empatamos jogando contra o Coritiba no Couto Pereira e o rebaixamos no ano de seu centenário.

De quase rebaixado em 2009 a campeão brasileiro em 2010. Esse ano veio para coroar tudo o que o clube passou no ano anterior. Campanha excepcional e título vencido na última rodada contra o Guarani, naquele Engenhão que pulsava.

Em 2012 outro título brasileiro, esse considerado até mais fácil por ter sido conquistado de maneira antecipada, mas o sentimento é o mesmo.

Em 2013 um ano de muito sofrimento, mas de satisfação pessoal. Consegui me deslocar até Volta Redonda para ver o Flu jogar pela primeira vez. Perdemos o jogo, mas aquele dia foi um dos melhores da minha vida.

Em 2015 um ano de reconstrução assim como está sendo o de 2017, claro que são por razões diferentes. O ano é difícil mas é satisfatório ver esse time de garotos honrando a camisa das três cores que traduzem tradição.

Vivi momentos indescritíveis e inesquecíveis com você, vivi momentos ruins também, mas sabe qual é a única certeza? a de que eu nunca vou te abandonar. Parabéns, berço do futebol carioca, berço da Seleção Brasileira, único clube de futebol detentor da Taça Olímpica, combatente ao Nazismo e clube grande mais antigo do Brasil. Parabéns, Fluminense Football Club, e que venham mais 115 anos de glórias e vitórias. E o meu muito obrigado a Oscar Cox, o cidadão que fundou este clube e a história do futebol brasileiro.

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