A hidrofobia ainda está aqui.

A hidrofobia é transmitida por animais silvestres como morcegos, macacos, e domésticos não vacinados.

Considerada praticamente erradicada em território brasileiro a hidrofobia mesmo assim ainda merece atenção. Em 2010 foram notificados dois casos de raiva humana no Brasil — um no Rio Grande do Norte, por ataque de morcego, e outro no Ceará, por ataque de cão. Os dois pacientes morreram. De 1990 a 2009, o número de casos de raiva humana, considerando todas as espécies agressoras, caiu drasticamente — de 73 para 1. Mas acontece, que no inicio desse ano foi registrada mais uma morte, também no Rio Grande do Norte.

Isso não significa que há necessidade de pânico, mas sim que ainda se deve ter todo o cuidado ao lidar com um possível contágio: Ainda que a probabilidade de você contrair hidrofobia seja pequena, se isso acontecer à chance de mortalidade é de 99,99%. ( de todos os casos registrados, apenas três pessoas sobreviveram) Por isso a profilaxia deve ser feita com cautela.

O nome hidrofobia remete a um sintoma muito característico da doença: Os infectados ficam com um medo terrível de beber água. O que acontece é que a hidrofobia é uma doença do sistema nervoso, e acaba causando contrações em todos os músculos, inclusive na glote. Assim que a pessoa tenta ingerir algum liquido ocorrem espasmos super dolorosos que associados com a situação psicológica instável do paciente fazem com que ele crie uma fobia.

Já vimos que é raro, mas não ignore a possibilidade de ser atacado por um morcego ou um cachorro de rua . O importante é saber o que fazer se isso acontecer.

1) Lave o ferimento por cinco minutos

Se você for agredido por um animal, o primeiro passo é lavar o ferimento com água e sabão neutro.

2) Por mais que o ferimento seja pequeno, vá à um posto de saúde mais próximo para avaliação médica.

Ferimentos na cabeça, pescoço, ou poupas digitais, mesmo que leves devem são tratados com o protocolo de ferimentos graves, pois esses locais possuem mais atividade do sistema nervoso ( o que é muito conveniente para o vírus.)

O procedimento pode ser um pouco assustador, com termos de responsabilidade,encaminhamentos e notificações a vigilância epidemiológica. O motivo é que o protocolo contra hidrofobia não permite nenhum descuido. ( mesmo que as chances de você ter contraído raiva sejam pequenas)

Você vai ter que passar tantas informações do seu histórico médico que vai se sentir em um episódio de house md.

Se seu caso for considerado de risco, você recebe três vacinas: A anti tetânica, a anti hepatite b e a antirrábica. No caso do ferimento ser grave existe a possibilidade de você ter que receber o soro antirrábico

A diferença entre o soro e a vacina é que a vacina vai te fazer produzir anticorpos contra o vírus. O soro tem anticorpos “prontos”

Se o animal for observável e não apresentar sinais de doença por dez dias você pode interromper o tratamento. Caso o animal desapareça,adoeça, morra ou seja silvestre ( como um morcego) o protocolo exige que você continue o tratamento durante um mês.

Você vai receber um cartão de vacinação parecido com esse, dependendo do município. Todos os municípios brasileiros devem fornecer as doses da vacina, independente de onde você iniciou o protocolo.

São cinco doses de vacina, aplicadas em dias intercalados dentro de um mês. Durante o tratamento não se pode ingerir bebidas alcoólicas nem fazer exercícios físicos. ( No termo de responsabilidade que você assina antes de receber a vacina, consta o seguimento dessas orientações)

Possíveis reações durante o tratamento;

São cinco doses de vacina, aplicadas em dias intercalados dentro de um mês. Durante o tratamento não se pode ingerir bebidas alcoólicas nem fazer exercícios físicos. ( No termo de responsabilidade que você assina antes de receber a vacina, consta o seguimento dessas orientações)

Como todo medicamento, a vacina antirrábica pode provocar efeitos colaterais, dos quais alguns podem exigir atendimento médico.

Procure imediatamente atendimento médico caso ocorra alguma das seguintes manifestações: dificuldade em respirar ou engolir; erupção na pele e prurido; vermelhidão na pele; inchaço nos olhos, na face ou na parte interna do nariz; cansaço ou fraqueza repentinos e muito intensos.

Outros sintomas menos graves e que normalmente não necessitam de atendimento médico podem surgir nos primeiros dois dias após a vacinação, tais como: dor, vermelhidão, rigidez e/ou prurido no local da vacina; inchaço dos gânglios axilares; dor de cabeça; dores musculares; desconforto generalizado e febre. Uso concomitante de outros medicamentos: É importante que você informe seu médico se está usando outros medicamentos, particularmente corticosteróides, imunossupressores, antimaláricos ou fazendo radioterapia.

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