
Nas faces vazias, esses murais descarnados,
Prego meu estandarte silencioso,
Bordado em dias de lágrimas e risos convulsos.
Contas e espelhos de escambo refletem a luz do sol,
E este brilho disforme é, na verdade,
A mais bela joia que já tive.
Sim, a liberdade pode acabar em grilhões.
O hino que murmuras no peito
É um silvo solitário
Sem glórias.
Mas antes morrer,
Cambaleante,
Sobre os próprios pés expostos,
Do que de joelhos na tua prisão.
Chumbo emulando falsa prata,
Ilusão passageira recortada no passar dos dias.