Se eu pudesse colocar em uma lista todas as coisas que sou grata por você ter feito…

Ela começaria assim… Com uma gratidão pela sua não desistência. Por não ter se intimidado pela persona que eu me mostro ser, impenetrável e inabalável. E por ter insistido — mesmo depois de ter sido brutalmente ignorado duas vezes seguidas — em me conhecer. Agradecer até por ter feito tudo ser muito fácil e leve. Gratidão pelos momentos em que falar com você me fazia olhar pro céu estrelado e concluir que ele era igual em todos os países e que, algum cenário no planeta Terra, nós estávamos dividindo.

Mas acima de tudo, sou grata por você ter feito eu finalmente olhar pra cima e não sentir medo das direções que meus pensamentos estavam me levando, porque pela primeira vez em muito tempo, eu sabia que podia contar com alguém.

Gratidão por você ter me dado coragem.

Por ter me colocado no centro do meu próprio universo que, mesmo sendo meu, eu não estava no foco. Obrigada por ter me mostrado que as vezes nós precisamos fechar os olhos e simplesmente ir. Você sabe, meu problema é pensar e racionalizar demais. Sempre preocupada, sempre alerta, sempre tensa. E eu agradeço pelos momentos que você me fez sentir tranquila e anestesiada de todo e qualquer problema.

Obrigada por ter me feito acreditar em algo incerto e por ter me dado vontade de lutar por isso mesmo não sabendo o que aconteceria e como aconteceria e se aconteceria. A verdade é que não importava. Você fez eu sentir que era possível e pra mim bastava.

Às vezes o mundo faz nós acreditarmos que nossos sonhos são ridículos. E eu fico feliz de ter tido alguém como você pra me dizer que eles eram na verdade, bem possíveis — mesmo que você achasse mirabolante ou incerto. Obrigada por ter feito isso.

Grata principalmente pelas risadas, mas sem esquecer dos momentos complicados e tristes que 9 mil km não foram capazes de evitar os sentimentos de proteção e amparo que você transmitia. E pelas horas de conversa que voavam e duravam 4h me deixando sem dormir — e você sabe como eu amo dormir- e nos colocavam em uma dimensão que era quase palpável e real.

E era.

E é.

E eu acho que sempre vai ser.

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