O código de ética do checador

A internet conectou à tod@s, e deixou muitos vidrados em visualizações e cliques. Nesse contexto, gourmetizamos o conceito de mentira, e a nomeamos de fake news. Aquela fofoca aumentada dos botecos e do salão de beleza sobre a vida dos coleguinhas agora em escala nacional, onde a entidade familiar no WhatsApp faz milhares de compartilhamentos.

Para ganhar mais cliques, conta-se de tudo, e os resultados são muitos problemas, exemplo a mocinha que foi confundida com um retrato falado de Facebook e foi linchada sem ter feito nada. O Didi (Renato Aragão) já morreu diversas vezes, nem o Papa escapou. E, em épocas de política é bom ficar de olhos abertos para não cairmos ou criarmos contos do vigário.

A charge mostra o reporter contando outra versão do fato.

Busquei então trazer neste post, o código de ética a nível internacional do que devemos fazer antes de compartilhar tudinho, ou fazer textões no Facebook, para repassar aos coleguinhas publicações úteis. Vale ressaltar que o conceito de fake news basicamente é: notícia falsa, ou destorcida. Sempre teve isso, e para evitarmos, devemos seguir o seguinte código de ética:

  1. Apartidarismo – ou seja, devemos ter um controle partidário em nossas publicações para que haja imparcialidade na informação, contendo nela a narração do fato acontecido.
  2. Transparência na metodologia – é mostrar como estamos fazendo nosso trabalho, para que o receptor da nossa mensagem entenda como trabalhamos a narrativa do fato.
  3. Revelar o santo do milagre – ou seja, é necessário que apresentemos as fontes de nossa história aos receptores da nossa narrativa, tornando a informação possível de uma nova checagem.
  4. Saber quem está bancando – todos os veículos de informação recebem grana para estarem no ar, desde jornais, TV, e sites na internet derivam de financiamento, e, conhecer quem patrocina faz que o leitor não seja influenciado a acreditar em certas “posições”, só porque família x ou y, ou certo empresário está bancando.
  5. Errou, corrige – super necessário que pessoas que levam narrativas adiante tenham uma política de correção tendo em vista à erros que podem cometer. Há uma pesquisa que conta que depois de uma notícia falsa, leva-se mais de cinco publicações para desmentir a mentira, então pede-se muita responsabilidade na hora das publicações.

Esses cincos passos já devem tornar a vida na internet mais fácil, evitando a propagação de informações em sites duvidosos, que não sabemos qual é a fonte, onde não há dados concretos sobre tal narrativa, podemos garantir uma navegação mais segura, e com danos morais e patrimoniais.

Texto de Manassés Lopes, inspirado pelo Varanda ITS #37.