RE-NASCIDO PARA DAR CERTO

Sinto lhe informar, mas hoje é um péssimo dia para esbarrar com um de nós pela rua. Falaram muito, imprensa, gremistas, haters, ateus… Exceto os Cruzeirenses, ninguém mais confiou nessa P*#@ do C@R@!1H* de classificação. A torcida fez acontecer, agora vão ter de nos engolir. E eles já sabem, nos conhecem de outros carnavais. Nosso ego e orgulho incomodam.

No país Minas Gerais só se enxerga o azul, a imagem resplandece e as páginas heroicas e imortais continuam a ser escritas, na superação e na raça. Nossa felicidade é chata, exaustiva e incompreendida. Quem não é um de nós nem mesmo sabe o que estou falando, porque o Cruzeirense, ele nasce com o sentimento próprio, sonha em ser o que é antes mesmo de saber o porquê. Nós não para e nem dá um tempinho!
Desde 2003, as vitórias aconteceram facilmente nos títulos que ganhamos, o que não quer dizer que essa máxima tenha sido constante em nossa história. Na década de noventa, na qual fomos temidos e extremamente respeitados, nada foi simples e fluente como em 2013/14, por exemplo. Muita gente se esqueceu da história do Cruzeiro e ignorou a tradição da Raposa em Copas. Após perdermos o jogo de ida, sem marcar gols, os pobres coitados que não sabem o que falam hesitaram em duvidar, taparam os olhos para a artéria copeira que existe nas raízes azul e embalaram-se no do oba-oba do futebol encantador do Grêmio, cheio de velocidade, penetração, preenchimentos e aproximações. E digo, eles merecem reconhecimento.
A burrice pertence a quem fala merda imponderavelmente. Falaram muito e esqueceram-se que, do outro lado, teria uma equipe pilhada para os calar. Isso é Cruzeiro, meu amigo. A torcida não deixou de avisar que seria como diz as nossas mães: — “Em casa nós conversamos!”. A atmosfera e o mar azul criado para o entorno desta decisão foi espetacular. Ano passado não deixamos o Cruzeiro cair para a Série B, nesta temporada, nós o carregamos até a final da Copa do Brasil, no grito e nas palmas, no peito e na alma.
Dentro de campo, logo de cara, o Grêmio parou no goleirão abençoado da porra toda. E você, que inferioriza e desmerece o Fábio, procure o confessionário mais próximo, peça perdão a Deus, cumpra a sua penitência sem relutância e se arrependa por ser um pecador. Depois do milagre só deu Cruzeiro, o resto é história. Hudson foi herói, a trave foi justa, Fábio pegou o pênalti do melhor jogador em atividade no Brasil e o estrelismo de Thiago Neves em grandes jogos não nos abandona.

Lamento, mas Geromel vai ficar fora não só do primeiro jogo da final, como também, de todo o resto da Copa do Brasil. A arrogância está para o castigo assim como o Cruzeiro esteve para a humildade.
Temos agora o Flamengo pela frente, mais uma pedreira. Já deixamos Chapecoense, São Paulo, Palmeiras e Grêmio para trás. Podem até não gostar do Cruzeiro, claro, mas tem que respeitar as cinco estrelas, meu irmãozinho. Agora eu quero ver nos aturar, vocês viram, mais uma vez, que nada nos é impossível. E se a história for bonita…

